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quinta-feira, 7 de julho de 2011

VALE DOS REIS !!




    O Vale dos Reis, ou Wadi el-Muluk (وادي الملوك) em língua árabe, 
    é um grande vale montanhoso no Egito onde, por um período 
    de aproximadamente 500 anos foram construídos tumbas 
    para os Faraós e nobres importantes do Antigo Egito 
    (entre a XVIII e a XX dinastias). 
    O Vale dos Reis localiza-se na margem ocidental do Nilo
    oposto a Tebas (atualmente Luxor)
    Está separado em duas zonas, vale ocidental (West Valley) 
    e vale oriental (East Valley), com os mais importantes túmulos 
    no vale oriental. 
    Com as descobertas de 2005 e 2008, 
    o Vale contém agora 67 tumbas e câmaras, 
    variando em tamanho desde uma simples 
    câmara aberta na rocha até um complexo 
    com mais de 120 câmaras. 
    As tumbas reais são normalmente decoradas 
    com cenas da mitologia egípcia 
    que testemunham as crenças 
    e os rituais funerários 
    dos períodos de sua construção. 
    A maioria das tumbas foram violadas e saqueadas na antigüidade, 
    mas algumas (como a KV62) permaneceram intactas até 
    a sua descoberta dando idéia da opulência e do poder 
    dos governantes de sua época. 
    A área tem sido o foco de explorações arqueológicas desde 
    o final do século XVII, e suas tumbas e sarcófagos continuam 
    a estimular pesquisas. 
    Nos tempos modernos, o Vale se tornou famoso pela descoberta 
    da tumba de Tutankhamon, com o seu rumor sobre a maldição do Faraó
    que é um dos mais famosos sítios arqueológicos do mundo. 
    Em 1979, esta tumba se tornou Património Mundial da Humanidade
    pela UNESCO, juntamente com o resto da Necrópole Tebana
    Escavações, explorações, pesquisas e conservações 
    ainda continuam a ser feitas no Vale, que é, 
    atualmente, um centro de turismo 
    com muitas de suas tumbas abertas ao público. 
    Inscrições deixadas nas paredes de várias tumbas 
    indicam, também, que o Vale dos Reis 
    já era uma atração turística desde o Período Romano
    em que o Egito fazia parte do Império Romano

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MASTABAS !!

                                                                 PRÉ-PIRÂMIDES ?





Uma mastaba é um túmulo egípcio, era uma capela, 
com a forma de um tronco de pirâmide 
(paredes inclinadas em direção a um topo plano 
de menores dimensões que a base)
cujo comprimento era aproximadamente 
quatro vezes a sua largura. 


Começaram-se a construir desde a primeira era dinástica (cerca de 3500 a.C.) 
e foi o género de edifício que precedeu e preparou as pirâmides. 


Quando estas começaram a ser construídas, mais exigentes do ponto 
de vista técnico e económico, a mastaba permaneceu 
a sua mais simples alternativa. 


Eram construídas com tijolo de barro e/ou pedra (geralmente, calcário) 
talhada com uma ligeira inclinação para o interior, 
o que vai ao encontro da etimologia da palavra. 


Etimologicamente, a palavra vém do árabe maabba = banco de pedra 
(ou lama, segundo alguns autores), do aramaico misubb
talvez com origem persa ou grega. 


Efetivamente, vistos de longe, estes edifícios assemelham-se 
a bancos de lama, terra ou pedra.





Uma das portas da mastaba ligava a um tipo de capela funerária 
ou templo de menores dimensões. 

As paredes dessa capela, paralelas às das paredes exteriores, 
estão revestidas, no interior, de pinturas murais. 


Na parede em frente à porta da capela simula-se uma outra porta, 
fictícia, simbolizando a ligação ao Reino dos mortos. 


A simbologia mistura-se com a crença de que poderá facilitar 
o regresso do morto ao Reino dos vivos. 


As mastabas tinham câmaras funerárias, muitas das vezes escavadas 
bem abaixo da base da mastaba, ligando à entrada. 


Geralmente, há um poço que liga o topo da mastaba 
à câmara funerária onde repousa o sarcófago. 


Esse poço varia consoante a posição social do defunto. 



Quanto mais fundo, presume-se que maior seria o seu "status".







PIRÂMIDES PELO MUNDO !!


PIRÂMIDE DE CÉSTIO, ROMA, ITÁLIA.






PIRÂMIDE DE MONTEVECCHIA, PERTO DE MILÃO, ITÁLIA.








PIRÂMIDE DE VISOCICA VISOKA, BÓSNIA-HERZEGOVINA.







PIRÂMIDE DE FALICON NICE, FRANÇA.









PIRÂMIDE DE KUKULKAN CHICHÉN ITZÁ, MÉXICO. (MAIAS).








PIRÂMIDE DE PELOPONESO HELLINIKO, PERTO DE ARGOS, GRÉCIA.







PIRÂMIDE CHINESA.








PIRÂMIDE AUSTRALIANA.


A GRANDE ESFINGE DE GIZÉ !!




    A Grande Esfinge de Gizé é uma enorme esfinge 
    (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) 
    situada no norte do Egito no planalto de Guizé 
    na margem oeste do rio Nilo, 
    nas cercanias da atual metrópole do Cairo. 



    A grande esfinge 
    é uma das maiores estátuas lavradas 
    numa única pedra em todo o planeta 
    e foi construída pelo antigos egípcios 
    no terceiro milênio a.C.. 
    Porém, existe um grupo de pesquisadores 
    que afirma que a esfinge seria muito mais antiga, 
    datando de, no mínimo, 10.000 a.C. , 
    baseando-se na análise do calcário 
    e sinais de erosão provocados por água.




HISTÓRIA :



Após o abandono da necrópole, 
a esfinge foi soterrada 
até seus ombros por areia 
e a primeira tentativa de "desenterrá-la" 
ocorreu já por volta de 1400 a.C., 
no reinado de Tutmósis IV


Somente em 1817 foi levado 
a cabo um restauro supervisionado 
pelo italiano Giovanni Caviglia
descobrindo todo o peito da estátua. 


Somente em 1925 a esfinge 
foi completamente revelada. 


Não se sabe o paradeiro 
do nariz da estátua, 
de um metro de largura. 


Algumas lendas dizem 
que o nariz teria sido arrancado 
por balas de canhão da artilharia 
de Napoleão Bonaparte 
ou também por tropas britânicas, 
até mesmo pelos mamelucos. 


Todavia, desenhos da esfinge 
feitos por Frederick Lewis Norden em 1737 
e publicados em 1755 
já ilustram a estátua sem o nariz. 


O historiador egípcio
 al-Maqrizi
do século XV, 
atribui o vandalismo 
a Muhammad Sa'im al-Dahr
um fanático sufi que, em 1378, 
após observar que camponeses 
deixavam oferendas à esfinge 
na esperança de aumentar suas colheitas, 
teria destruído a parte mais frágil da estátua.









ESFINGES DE LUXOR :



Outras esfinges egípcias famosas 
incluem a esfinge de alabastro de Mênfis
hoje localizada dentro do museu 
ao ar livre naquele local, 
e as esfinges com cabeça de ovelha 
(em grego, criosfinges) 
representando o deus Amon, em Tebas
originalmente haviam novecentas. 


Que nome ou nomes os construtores 
deram às estátuas é desconhecido. 


A inscrição em uma estela 
na esfinge de Gizé 
com data de mil anos 
após a esfinge ser esculpida, 
dá três nomes do sol : 
Kheperi - Re - Atum


O nome arábico 
da esfinge de Gizé
Abu al-Hôl
traduz como Pai do Terror


O nome grego da esfinge 
foi aplicado a ela 
na antigüidade. 


Mas ela tem a cabeça 
de um homem, 
não de uma mulher.








TEMPLOS EGÍPCIOS !!


TEMPLO DE LUXOR.


O Templo de Luxor, foi iniciado na época de Amenhotep III 
e aumentado mais tarde por Ramsés II, 
só foi acabado no período muçulmano. 

É o único monumento do mundo que contém em si 
mesmo documentos das épocas faraónica, 
greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas 
e até uma Mesquita (Abu al-Haggag). 


Este templo era dedicado ao Deus Amon, mas não só, 
era também dedicado às divindades Mut (esposa de Amon) e Khonsu. 

As suas dimensões são menores do que as do Templo de Karnak, 
e ambos são dedicados ao mesmo deus. 

O seu nome antigo era Ipep-resit, traduzido como "Harém do Sul", 
referindo-se às festas que uma vez por ano lá tinham lugar, 
durante estas festas eram transportadas 
as estátuas de Amon, Mut e Khonsu de Karnak para Luxor. 

Por volta do século II, o templo foi ocupado pelos romanos, 
mas foi sendo abandonado gradualmente. 

Foi coberto pelas areias do deserto, até que em 1881 
o arqueólogo Gaston Maspero redescobriu o templo que, 
se encontrava muito bem conservado. 

Para iniciar a escavação a vila que entretanto tinha crescido perto 
do templo teve de ser retirada, apenas permanecendo uma mesquita, 
construída pelos árabes no século XIII.










TEMPLO DE KARNAK.


O Templo de Karnak tem este nome devido 
a uma aldeia vizinha chamada El-Karnak
mas no tempo dos grandes faraós esta aldeia 
era conhecida como Ipet-sut 
("o melhor de todos os lugares")


Designa o templo principal destinado ao Deus Amon-Rá
como também tudo o que permanece 
do enorme complexo de santuários e outros edifícios, 
resultado de mais de dois mil anos 
de construções e acrescentos. 


Este complexo abrange uma área de 1,5 x 0,8 Km. 


Existiam várias avenidas que faziam a ligação 
entre o Templo de Karnak
o Templo de Mut (esposa de Amom) 
e o Templo de Luxor


Além disso, não muito longe, 
fica o Templo de Montu, sendo que o de Khonsu 
(um dos templos mais bem conservados do Egipto) 
está dentro do próprio complexo.








TEMPLO DE KOM OMBO.


O templo Greco-Romano de Kom Ombo 
foi dedicado ao deus com cabeça de crocodilo, Sobek
e ao deus com cabeça de falcão, Hórus

A construção começou no início do 2.º século a. C., 
quando a dinastia dos Ptolomeus imperava no Egito.







TEMPLO DE PHILAE.


O templo foi desmontado e reconstruído na Ilha Agilika
a aprox. 550 m. de seu lugar original, na Ilha de Philae


O templo, que era dedicado a deusa Ísis, 
está localizado num belo cenário 
com características idênticas ao do anterior. 


Suas várias capelas e santuários, 
incluem o Vestíbulo de Nectanebos I 
que é usado como entrada da ilha, 
o Templo do Imperador Adriano
o Templo de Hathor
o Quiosque de Trajano (Cama do Faraó)
e dois pilonos (pórtico de antigo templo egípcio 
com forma de duas pirâmides truncadas) 
que celebram todas as deidades envolvidas 
no mito de Ísis e Osíris


Durante a noite pode-se assistir 
ao maravilhoso espetáculo de luzes e sons, 
quando as silhuetas dos edifícios 
são projetadas na rocha 
enquanto sons musicais saem da água. 


Philae é inesquecível.







TEMPLO DE DAKKA.


O Templo de Dakka, também conhecido simplesmente 
como Ad-Dakka (em árabe: الدكة; em egípcio : Pselqet; 
em grego: Pselkhis) 
era um templo antigo localizado na Baixa Núbia
aproximadamente 100 quilômetros ao sul de Assuã


O templo greco-romano, dedicado 
a Toth, deus da sabedoria, 
inicialmente consistia de um santuário 
ou capela de apenas um cômodo, 
cuja construção teria sido 
iniciada no século III a.C. 
por um rei meroítico chamado 
Arkamani (ou Ergamenes II)
em colaboração com Ptolomeu IV do Egito, 
que acrescentou ao complexo 
uma antecâmara e uma estrutura com portões.







ABU SIMBEL, TEMPLO DE RAMSÉS.


Abu Simbel (em árabe: أبو سنبل ou أبو سمبل) 
é um complexo arqueológico constituído 
por dois grandes templos 
escavados na rocha, 
situados no sul do Egipto, 
no banco ocidental do rio Nilo 
perto da fronteira com o Sudão
numa região denominada Núbia
a cerca de 300 quilómetros 
da cidade de Assuão


No entanto, este não é 
o seu local de construção original; 
devido à construção 
da barragem de Assuão
e do consequente aumento 
do caudal do rio Nilo, 
o complexo foi transladado 
do seu local original 
durante a década de 1960, 
com a ajuda da UNESCO
a fim de ser salvo de ficar submerso. 


Os templos foram mandados construir 
pelo faraó Ramsés II 
em homenagem a si próprio 
e à sua esposa preferida Nefertari


O Grande templo de Abu Simbel é 
um dos mais bem conservados 
de todo o Egipto.