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quarta-feira, 22 de junho de 2011

PERSEU !!





Perseu foi o herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos.

Perseu era filho de Zeus que sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Dânae, a filha mortal do rei de Argos.

Perseu e sua mãe foram banidos pelo avô, Acrísio que temia a profecia de que seria assassinado pelo neto, atirando-os ao mar em uma urna para que levasse os dois para bem longe. Protegida por Zeus, a embarcação chegou a ilha de Serifo, onde foi encontrada pelo pescador Díctis, irmão do rei de Serifo.

Perseu e sua mãe viveram na casa de Díctis e sua esposa por anos, até que um dia, o rei, Polidectes, quando passava pela casa de seu irmão, resolveu visitá-lo.

Ao ver Dânae, apaixonou-se e quis se casar com ela.

Perseu se tornou um grande homem, forte, ambicioso, corajoso, aventureiro e protetor da mãe.

Polidectes, com medo de que a ambição de Perseu o levasse a lhe usurpar o trono, propôs um torneio no qual o vencedor seria quem trouxesse a cabeça da Medusa, o instinto aventureiro de Perseu não o deixou recusar.

Em outra versão do mesmo mito todos os convidados em uma homenagem ao Rei, deveriam dar-lhe um presente, como Perseu era pobre se ofereceu para trazer a cabeça da Medusa como presente.

Perseu, conhecendo sua mãe, disse que iria participar do torneio, mas não disse que iria enfrentar a Medusa, com receio de que ela o impedisse.

Da batalha contra Medusa saiu vitorioso graças à ajuda de Atena, Hades e Hermes Atenas deu a ele um escudo tão bem polido, que tal qual num espelho, podia se ver o reflexo ao olhar para ele.

Hades lhe deu um capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas, três objetos que foram definitivos para a vitória de Perseu.

Então Perseu, guiado pelo reflexo no escudo, sem olhar diretamente para a Medusa, derrotou-a cortando sua cabeça, que ofereceu à deusa Atena.

Diz a lenda que, quando Medusa foi morta, o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor surgiram de seu ventre. Passou em seu retorno pelo país das Hespérides, onde ficava o titã Atlas que foi condenado a segurar a abóbada celeste em seus ombros.

Vendo que o lugar era muito bonito, Perseu pediu a Atlas se podia dormir pelos arredores naquele dia, dizendo ao titã : " Se vês uma pessoa pela sua família, saiba que sou filho de Zeus e se, porém, valorizas grandes feitos, saiba que matei a górgona Medusa ".

Atlas responde: " Tu, mortal, mataste a rainha das górgonas ? Nenhum mortal teria condições para fazer talcoisa ".

Muito revoltado por não ter sido acreditado por Atlas, Perseu mostra a cabeça de Medusa ao enorme titã, este quando encara os olhos da górgona começa a ter todo seu corpo petrificado, seus ossos se transformam em uma montanha, sua barba em floresta e sua cabeça o cume.

Continuando sua volta para casa, passou por uma ilha onde viu uma linda mulher acorrentado no meio do mar, não fossem as lágrimas que vertiam de seu rosto, teria confundido-a com uma estátua.

Perseu pergunta a jovem o que fez para merecer tal punição, a moça então diz a ele: " Eu sou Andrômeda minha mãe Cassiópeia ousou comparar sua beleza com as filhas de Poseidon as ninfas do mar, e fomos castigados por isso.

Posêidon mandou o monstro Cetus destruir nossa cidade pelo erro de minha mãe e eu fui oferecida como sacrifício ".

Perseu diz que salvará a bela moça, se esta prometer casar com ele, mas antes de receber a resposta, uma grande onda se abriu no meio e o monstro marinho apareceu, sem pensar duas vezes Perseu vai de encontro ao monstro e, aproveitando sua vantagem de voar, ganha a sangrenta batalha.

Os pais de Andrômeda lhe concedem sua mão e Perseu volta para casa com ela.

Conforme a profecia, Perseu acabou assassinando o avô durante uma competição esportiva, em que participava da prova de arremesso de discos.

Fazendo um lançamento desastroso, acertou acidentalmente seu avô sem saber que ele estava ali.

Assim, cumpriu-se a profecia que Acrísio mais temia.

Apesar disso Perseu se recusou a governar Argos ( trocando de reinos com megapente filho de Preto ) e governou Tirinto e Micenas ( cidade que fundou ), estabelecendo uma família cujos descendentes incluíam Hércules.


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terça-feira, 21 de junho de 2011

LENDA DE NARCISO !!




Na Mitologia Grega, Narciso (do Grego Νάρκισσος), era um herói do território de Téspias na Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho.

Era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Nas Metamorfoses, Ovídeo conta a história de uma ninfa bela e graciosa chamada Eco que amava Narciso em vão.

A beleza de Narciso era tão inigualável que ele pensava que era semelhante a um deus, comparável à beleza de Dionísio e Apolo. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco até que, desesperada, ela definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico.

Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco.

Encantado pela sua própria beleza e enamorado pela sua própria imagem, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar : o narciso.




O Retrato de Dorian Gray é um romance de Oscar Wilde. O livro, realmente, faz referência à lenda grega de Narciso. O livro fala sobre o belo Dorian Gray que é pintado por um artista talentoso que se inspira nele.

Quando o quadro está pronto, Dorian Gray se apaixona imediatamente por seu retrato. Parece tão inocente, tão jovem, e tão bonito para ele, que ele deseja que pudesse ficar jovem para sempre, e que fosse o retrato quem ficasse velho e feio.

Infelizmente, o desejo de Dorian se torna realidade, e o quadro fica velho e feio, horrível e cruel, enquanto Dorian que cometeu muitos crimes permanece jovem e belo.





segunda-feira, 20 de junho de 2011

A LENDA DA ESFINGE !!

A esfinge é uma figura da mitologia egípcia simbolizada por um monstro com cabeça humana e corpo de leão, com asas de pássaro ou cauda de serpente.

Dentre todas as estátuas de esfinges do Egito, a mais famosa é a grande esfinge de Giza (ou Gizé), esculpida em rocha natural, e que servia de guardiã da tumba do faraó Quéfren.

Para proteger a pirâmide dos demônios, o faraó mandou construir uma grande esfinge, representando o deus do Sol, levante, Harmáquis, que segundo a tradição, tinha forma de leão com a cabeça humana.

A grande esfinge de Giza data de aproximadamente 2.300 a.C e possui 60 metros de comprimento por 20 de altura. Entre suas patas dianteiras se localiza um pequeno templo.

Do Egito, a esfinge passou à mitologia grega. Era também uma figura monstruosa, um leão de asas com cabeça de mulher, que vivia num rochedo perto de Tebas. Segundo conta a lenda, a deusa Juno, indignada com Tebas, porque a jovem tebana Alcmena aceitara os galanteios de Júpiter, mandou o monstro para cima do monte Citeron.

A todos que passavam por ali a esfinge propunha um enigma, ameaçando : " Decifra-me ou devoro-te ".

O enigma consistia em responder qual era o animal que tinha quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três à tarde. A resposta parece difícil, mas fica evidente em seu sentido figurado.

A resposta correta é o homem : pela manhã, ou quando bebê, ele engatinha; ao meio-dia, já crescido, ele caminha ereto; e à tarde, quando velho, anda cansado apoiado a uma bengala.

A lenda ainda conta que apenas Édipo conseguiu acertar a resposta,
e a esfinge, de tanta raiva, saltou do rochedo e morreu.


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A LENDA DAS AMAZONAS !!




Na Antiga Grécia, bem antes da vinda de Cristo a Terra, eram narradas histórias sobre mulheres que andavam a cavalo, manipulavam o arco e a flecha com rara habilidade e se recusavam a viver com os homens em seus territórios.
Estas exímias guerreiras eram conhecidas como Amazonas, das quais nem os mais destemidos soldados poderiam fugir com vida.
Em 1540, o aventureiro hispânico Francisco Orellana, escrivão da armada espanhola, participou de uma jornada exploratória na América do Sul, atravessando, portanto, o extenso e misterioso rio que cruzava uma das mais temidas florestas.
Segundo A Lenda das Amazonas, ele teria avistado, no pretenso reino das Pedras Verdes, mulheres semelhantes às acima descritas, conhecidas pelos indígenas como Icamiabas, expressão que tinha o sentido de ‘mulheres sem marido’.
Contam os índios que estas guerreiras teriam atacado a esquadra hispânica. Elas eram bem altas, brancas, cabelos compridos dispostos em tranças dobradas no topo da cabeça – descrição feita pelo Frei Gaspar de Carnival, também escrivão da frota. O confronto entre os espanhóis e as Amazonas foi supostamente uma luta feroz, a qual teve como cenário a foz do rio Nhamundá – localizada na fronteira entre o Pará e o Amazonas.
Os europeus foram surpreendidos pelo ataque de inúmeras e belas combatentes desnudas, conduzindo tão somente em suas mãos arcos e flechas. Eles foram assim prontamente derrotados pelas mulheres, pondo-se rapidamente em fuga. No caminho os espanhóis encontraram um indígena, que lhes contou a história das guerreiras.
Segundo o relato do nativo, havia pelo menos setenta tribos de Icamiabas só naquele território. Suas aldeias eram edificadas com pedras, conectadas aos povoados por caminhos que elas cercavam de ponta a ponta, cobrando uma espécie de pedágio dos que atravessavam estas estradas. Elas eram lideradas por uma cunhã virgem, sem contato com o sexo masculino.
Quando, porém, chegava o período de reprodução, as Amazonas capturavam índios de tribos por elas subjugadas. Ao engravidar, sinalizavam seus parceiros e, se nascia um curumim ou menino elas entregavam a criança aos pais; do contrário, elas ficavam com as meninas e presenteavam o genitor com um talismã verde conhecido como Muiraquitã, similar ao sapo utilizado nos rituais lunares. Ao ouvirem esta narrativa, os espanhóis, cientes da existência das Amazonas descritas pelos antigos gregos, confundem ambas e batizam orio onde as encontraram, até então intitulado Mar Dulce, de Rio de Las Amazonas. Certamente os espanhóis, ao se depararem com selvagens guerreiros de longos cabelos, acreditaram ter encontrado finalmente as tão famosas Amazonas.
Deste pequeno equívoco nasceram e permaneceram os nomes do Rio, da Floresta e do maior Estado brasileiro, que abriga o idílico cenário desta miragem hispânica.
Embora esta história tenha se desenrolado em terras brasileiras, estas lendas são mais disseminadas em outros países, talvez pela associação com narrativas que envolvem ícones adornados com ouro e prata, o que certamente despertava a cobiça dos europeus.



DÉDALO E ÍCARO !!




A lenda de ícaro é de origem grega e tem outros personagens envolvidos na história. Vou começar pelo pai de Ícaro, Dédalo, que era inventor, arquiteto com muita sabedoria.
Dédalo havia fugido da cidade que nasceu porque tentou matar um homem, e foi acolhido na ilha de Creta, pelo rei Minos. A mulher de Minos teve um filho com um touro, e acabou gerando um ser metade touro, metade humano : o Minotauro.
Ele era bem selvagem e para contê-lo, Minos pediu que Dédalo (o pai de Ícaro) construísse um Labirinto para aprisionar o Minotauro. E para saciar a criatura, Minos mandava de tempos em tempos pessoas para o Labirinto, para serem comidas pelo Minotauro. Uma dessas pessoas que foi até o Labirinto foi Teseu. A filha de Minos, Ariadne, se apaixonou por Teseu e encontrou uma forma de ajudá-lo.
Dédalo deu a idéia para Ariadne de dar um novelo de lã para que ele entrasse no Labirinto e não se perdesse, podendo achar o caminho de volta. Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do Labirinto.
Minos ficou com muita raiva de Dédalo, por ele ter ajudado sua filha.
Como castigo, Minos colocou Dédalo e Ícaro, seu filho, dentro do Labirinto, de uma forma que ele não poderia sair de lá.
Foi aí que Dédalo teve a idéia de criar asas para ele e seu filho. Eles conseguiram fugir do Labirinto, só que Ícaro ficou muito entusiasmado, e acabou voando para perto do sol, derretendo a cera que colava as penas da asas, caindo no mar.



PANDÓRA !!





Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo. Foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena, auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus.
Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino.
Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa.
Ora, tinha Epimeteu em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.



ORFEU !!




ORFEU, O FILHO DA MUSA Calíope, era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ele ganhou a lira de Apolo; alguns dizem que Apolo era seu pai.
Orfeu era casado com Eurídice. Mas Eurídice era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.Orfeu ficou transtornado de tristeza.
Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro.
Sua mulher Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.



Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.
Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada.
Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e o despedaçaram. Jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, " Eurídice ! Eurídice ! "Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo.
Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte.
Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo.
Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.




RÔMULO E REMO !!




Enéias, um príncipe troiano, filho de um mortal (rei de Tróia) e da Deusa Vênus, fugiu de sua cidade durante uma batalha. Acompanhado de alguns homens seguiu para a península itálica, onde seu filho Ascânio iniciou uma nova cidade chamada Alba Longa.
Numitor e Amúlio, descendentes de Enéias, estão presentes no relato da lendária fundação de Roma. Silvio Procas, duodécimo rei de Alba-a-Longa, ao morrer, deixou dois filhos. O mais moço, Amulio, apoderou-se do trono em prejuízo de Numitor, seu irmão mais velho.
Para garantir o reinado de seus descendentes, matou Lauso, filho de Numitor, numa caçada, e obrigou sua sobrinha, Rea Sílvia, a fazer um voto de castidade.


Contudo, o deus Marte tornou Rea Sílvia mãe de dois gêmeos, Rômulo e Remo. Quando Amulio soube disso, prendeu a vestal e mandou colocar os dois recém-nascidos numa cesta para que fossem lançados no rio Tibre. As águas do rio secaram imediatamente e as crianças ficaram abandonadas num local selvagem.
Uma loba que acabara de perder seus filhos ouviu os vagidos de Rômulo e Remo e lhes deu de mamar com todo cuidado de mãe. Um pastor da vizinhança chamado Faustolo, ao perceber as idas e vindas da loba, seguiu-a e descobriu as crianças, levando-as para sua cabana, onde sua mulher os criou. Os dois irmãos cresceram entre os pastores, percorrendo bosques e montanhas, entregando-se à caça e lutando com ladrões de gado.
Ora, um dia Remo foi capturado e levado à presença do rei Amulio, acusado de devastar os rebanhos de Numitor. Amulio mandou o prisioneiro para Numitor, que hesitou em matá-lo por achá-lo muito parecido com sua filha Rea Sílvia. Diante disso, Faustolo resolveu contar a Rômulo a história de sua origem. Rômulo se dirigiu a Alba, libertou o irmão, matou o rei Amulio e restabeleceu o trono a seu avô Numitor.
Pouco tempo depois, Rômulo e Remo fundaram uma cidade no local em que haviam sido descobertos pelo pastor, traçando sulcos que marcavam seus limites. Rômulo proibiu solenemente a transposição dessas muralhas. Remo zombou da proibição e saltou por cima do fosso. Rômulo, furioso, matou-o imediatamente.
Assassino de seu irmão, mas ambicioso em seus projetos, Rômulo começou a povoar a cidade com pastores, bandidos, escravos fugitivos e aventureiros. Como não havia mulheres, Rômulo fez anunciar uma grande festa com jogos extraordinários.
Os sabinos dirigiram-se para lá com suas mulheres e filhos. Durante a festa, os companheiros de Rômulo raptaram as sabinas. Depois de muita luta, as sabinas concordaram em viver em paz com os romanos. Tácio, rei dos sabinos, dividiu o trono com Rômulo.




DEUCALIÃO E PIRRA !!




Personagens da mitologia grega que correspondem ao mito de Noé.

Era filho de Prometeu e, segundo alguns estudiosos, sua mãe era Pandora.

Quando Zeus resolveu valer-se dos dilúvios para destruir a humanidade, que deveria ser punida pela maldade que demonstrava, Prometeu avisou a Deucalião e a sua esposa, Pirra.

Disse-lhes que construíssem uma arca de madeira.

Eles flutuaram nessa arca durante nove dias, até desembarcarem no alto do Monte Parnasso.

Quando as águas desceram, eles eram as únicas criaturas vivas que restavam na terra.

Deucalião e Pirra perguntaram ao oráculo de Delfos como poderiam reconstituir a humanidade.

O oráculo disse-lhes : “ Atirem os ossos de sua mãe. ” Eles acharam que o oráculo falava de pedras, os ossos da mãe terra.

As pedras que Deucalião atirou transformaram-se em homens, e, as de Pirra, em mulheres.

Deucalião tornou-se o antepassado dos gregos por meio de seu filho Heleno, de quem os helenos receberam o nome.

A sepultura de Deucalião, segundo se dizia, podia ser vista na cidade de Atenas, no antigo templo de Zeus.


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JASÃO E OS ARGONAUTAS !!





Jasão era filho de Esão, rei de Iolco, na Tessália. Pélias, irmão de Esão, privou o rei de seu trono e Jasão, ainda menino, foi educado longe da corte pelo centauro Quíron (Quirão). Aos vinte anos, Jasão retornou a Iolco para clamar o trono, quando lá chegou encontrou a cidade em festa. O rei ao vê-lo, embora não o reconhecesse, suspeitou do estrangeiro ao lembrar-se do oráculo que havia predito sobre a ameaça que sofreria vinda de um homem de apenas uma sandália.

E Jasão assim se apresentava, visto que havia perdido uma de sua sandálias durante a viagem, ao atravessar um rio de forte correnteza.Pélias prometeu concedê-lo, com uma condição: que trouxesse o mítico velocino de ouro, alã de ouro do carneiro alado Crisómalo, guardado por Eetes, rei da Cólquida, e protegido por um dragão.


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Embora a missão fosse considerada impossível, Jasão aceitou-a.

Construiu então um navio, o Argos, com mastro feito de um dos carvalhos de Dodona, lugar vizinho ao templo de Júpiter, cujas árvores eram oráculos, e embarcou com um grupo de heróis, os "argonautas".

Entre eles encontravam-se Hércules, Cástor e Pólux, Orfeu e muitos outros. Jasão e seus amigos enfrentaram muitos obstáculos e realizaram muitas façanhas para chegar à Cólquida.



http://www.jornallivre.com.br/images_enviadas/mitologia-grega-argonautasarg-.jpg


Porém lá chegando, suas dificuldades não se esgotaram, pois o rei Eetes, tão logo tomou conhecimento das intenções do chefe dos argonautas , incumbiu-o de novas árduas tarefas. Como condição para lhe entregar o Velo de Ouro, deveria domar dois touros selvagens de pesadas patas de bronze.

Feito isso, o próximo passo seria atrelar o arado aos dois animais para arar a terra e semeá-la com dentes de dragão. Da exótica semeadura, nasceriam gigantes armados os quais Jasão deveria derrotar.

Contudo, nem bem haviam chegado à Cólquida, o chefe dos argonautas já tinha conquistado o coração da filha do rei,a princesa Medéia, famosa por suas habilidades na arte da feitiçaria que se colocou à sua disposição para ajudá-lo através de seus poderes mágicos.

Para domar os touros, Medéia entregou a Jasão um bálsamo que o tornou invulnerável ao fogo e ao ferro. Uma vez preparada a terra e plantados os dentes de dragão, surgiram terríveis gigantes que avançavam em direção a Jasão. Medéia aconselhou o jovem herói a atirar-lhes algumas pedras.

Os gigantes, não sabendo a procedência do ataque começaram a lutar entre si. Surpreso com a vitória do forasteiro, Eetes descumpriu sua palavra recusando-se a entregar o Velocino de Ouro, idealizou um plano para matar Jasão e incendiar Argo.

Mais uma vez o rei foi traído por Medéia que tomando conhecimento das intenções do pai, avisou Jasão do perigo que corria. Levou o herói às escondidas onde ficava guardado o precioso talismã, adormeceu o dragão com seus mágicos cantos e juntamente com Jasão, roubou o Velocino de Ouro.

Em seguida, embarcou com os argonautas levando o Velo e Apsirto, filho do rei, tomado como refém. Eetes partiu pelos mares em busca de seus filhos. Medéia, sabendo da atitude do pai, matou e esquartejou impiedosamente o irmão Apsirto, lançando seus restos mortais ao mar a fim de atrasar a perseguição.

Ao ver os restos do filho boiando, Eetes desesperado, se deteve a recolhê-los. Argo tomou distância mas acabou por se desviar da rota porque Zeus , revoltado com a natureza do crime praticado por Medéia, enviou uma borrasca que atingiu a embarcação. Era necessário purificar-se de tão hediondo crime e por isso aportaram no reino de Circe, maga que através de suas magias e encantamentos os purificou, aplacando a ira do grande deus.

Pélias, ao ver chegar o chefe dos argonautas trazendo o Velocino de Ouro, recusou-se a honrar sua palavra devolvendo-lhe o trono. Encolerizado, Jasão clamava por vingança, porque além de recusar-lhe o poder sobre Iolco, o rei, aproveitando-se de sua ausência, induziu seus pais ao suicídio, e em seguida assassinou seu irmão Promaco.

Mais uma vez Medéia veio em seu auxílio e para vingá-lo, fez com que as filhas do rei acreditassem ser possível devolver a juventude de seu velho pai Pélias. Iludidas pela feiticeira, elas o esquartejaram e deitaram seus membros a ferver num caldeirão. Considerados culpados de tão horrendo parricídio, Jasão e sua mulher foram banidos de Iolco e exilados em Corinto.

Ele se apaixona por Creúsa, filha do rei de Corinto, Creonte.

Humilhada e rejeitada pelo marido, Medéia conspirava vingança. Simulando humildade, enviou magnífico traje à rival que movida por extrema vaidade o vestiu. Imediatamente a princesa começou a consumir-se em fogo, pois nem bem o terminara de vestir, o vestido começou a arder em chamas.

Creúsa gritava desesperada de dor e seu pai, apavorado, tentava inutilmente livrá-la da indumentária maldita. Juntamente com o pai, Creúsa morreu queimada.

Não satisfeita, Medéia assassinou seus filhos tidos com Jasão, fugindo à seguir para Atenas. Existem muitas versões para o final de Jasão. Na primeira delas, o herói, desesperado se suicida. Em outra, quando descansava sob a sombra de Argos, morreu esmagado pela popa do próprio navio.

Há ainda outra versão segundo a qual aliou-se a Peleu e assumiu enfim o poder em Iolco.


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