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segunda-feira, 4 de julho de 2011

NÍCOLAS FLAMÉL !!



Nicolas Flamel foi um alquimista francês que viveu entre os séculos XIII e XIV. 

No entanto, sua biografia é repleta de lacunas que dão vazão às inúmeras especulações. 



Sabe-se que nasceu na cidade francesa de Pontoise em 1330. 

No início de sua juventude, após a perda dos pais, foi à Paris trabalhar e casou-se com a viúva Perrenelle; mulher ligeiramente mais velha, dona de uma inteligência e astúcia ímpares.

A partir deste momento, até sua morte, os fatos da vida de Flamel se combinam com lendas e geram uma aura mística em torno de sua figura, mas que, no entanto, não se pode atribuir credibilidade sem antes uma pesquisa mais profunda e criteriosa.







A INICIAÇÃO :



Seu contato com a alquimia se inicia em torno de 1370 quando, então aos quarenta anos de idade e proprietário de uma livraria, Flamel sonha com um anjo lhe entregando um livro misterioso. 

Pouco tempo depois, um homem desconhecido entra em sua livraria e oferece-lhe um antigo manuscrito. 

Flamel identificou aquele livro como o que lhe fora entregue pelo anjo durante o sonho e comprou-o imediatamente.



Segundo sua própria citação : " Quando faleceram meus pais tive que ganhar o pão escrevendo; naquele tempo adquiri um livro dourado, muito velho e volumoso. 

O livro compunha-se de três fascículos de sete folhas cada um e a sétima folha de cada um aparecia em branco. 

Na primeira folha via-se um báculo em torno do qual apareciam enroscadas duas serpentes; na segunda, uma cruz da qual pendia outra serpente e na sétima podia ver-se um deserto, no centro do qual brotavam formosas fontes; porém delas não saiam água senão serpentes que se arrastavam em todas as direções ".



A iniciação é narrada pelo próprio Flamel com as seguintes palavras : " Todavia trabalhei uns três anos, até que finalmente encontrei o elixir (havia trabalhado 21 anos) que imediatamente se reconhece por seu forte odor. 

Primeiro o projetei sobre uma libra e meia de mercúrio e obtive desse modo igual quantidade de prata; 
isso ocorreu em minha casa, estando presente unicamente minha esposa Perenelle; 
mais tarde, atendo-me escrupulosamente a cada palavra de meu livro, projetei a pedra vermelha sobre uma quantidade quase igual de mercúrio na mesma casa e de novo estava presente minha esposa Perenelle. 

Realizei a obra por três vezes com a ajuda de Perenelle, pois como havia-me ajudado no trabalho, o entendia exatamente como eu"



Ainda sobre o enigmático escrito, Flamel cita que constava o método de transmutação de metais. 

Ilustrando esta técnica, havia a representação de dois recipientes e da Pedra Filosofal. 

Uma menção mais consistente, porém, tão misteriosa diz que " Um rosal florido no meio do jardim; no solo junto às rosas uma fonte da qual emanava água branquíssima, que logo a uma distância respeitável precipitava-se num abismo. 

Muitas pessoas cavavam ao longo de seu curso, com as mãos na terra, tratando de encontrar a fonte, porém não conseguiam êxito porque eram cegas; somente um foi capaz – ele encontrou a água".



Esta descrição pode representar alegoricamente a rosa como indicador da cristalização dos corpos solares e a fonte como a "fonte da água viva". 

Assim, a humanidade, mesmo tendo a fonte ao alcance, não possui discernimento para compreendê-la e acaba por desperdiçá-la. 

Desse modo, somente o "Iniciado" ou o "Desperto" teria lucidez para percebê-la e interpretá-la como um elemento essencial na composição alquímica.



Assim iniciam-se seus estudos baseado no conteúdo da obra. 

No entanto, sem possuir conhecimento necessário para interpretá-lo e decifrá-lo, não atinge um nível de conhecimento suficiente para prosseguir.








A PEREGRINAÇÃO ALQUÍMICA :


Buscando orientação, Flamel produz cópias de alguns trechos e símbolos do misterioso livro e parte para a Espanha, em peregrinação ao sepulcro de São Thiago. 

Lá, com a ajuda de um sábio judeu conhecido por Mestre Canches, consegue decifrar algumas passagens e concluir que se tratava de textos e representações gráficas sobre Cabala e Alquimia, incluindo ainda uma fórmula para elaboração da Pedra Filosofal. 

Sendo, aparentemente, da autoria de Abraão – O Judeu.



Canches ainda tentou acompanhar Flamel de volta à França para dar continuidade aos trabalhos de tradução e interpretação do manuscrito. 

No entanto, devido à idade avançada e à saúde debilitada, faleceu antes de concluir a viagem.







LENDAS E LEGADO :


Sua obra escrita também é bem rica. O Livro das figuras Hieroglíficas (1399), O Sumário Filosófico (1409) e Saltério Químico de 1414 são referências de seus estudos e práticas alquímicas ao longo dos anos. 

A Biblioteca Nacional, em Paris, contém manuscritos do próprio punho de Flamel; além de registros oficiais como sua certidão de casamento.


Uma espécie de testamento teria sido deixado por Flamel a um sobrinho. Este escrito contém inúmeras anotações feitas sobre os mistérios da alquimia, redigidas pelo próprio alquimista através de um alfabeto codificado com 96 letras, ao longo dos anos de estudo e prática. 

Testamento de Nicolas Flamel foi compilado na França em meados do século XVIII e copiado por um escrivão de nome Father Pernetti, para ser "decodificado" posteriormente. 

Finalmente, publicado em Londres no início do século XIX.



Por outro lado, o manuscrito de Abraão teria sido dado por Flamel a um sobrinho de nome Perrier. Mas a história não faz referência nem traz registros ao sobrinho. 

Durante o reinado de Luis XIII, um jovem de nome Dubois, supostamente descendente de Flamel, tinha em seu poder um pó através do qual, na presença do próprio rei, convertia chumbo em ouro.


Dubois foi encaminhado a um interrogatório com o Cardeal Richelieu. 

Argumentando que possuía o pó, mas não saberia compreender os escritos de seu antepassado e tampouco reproduzir aquela substância, Dubois teve seus bens confiscados pela igreja e foi condenado à morte por suposta bruxaria. 

Entretanto, o manuscrito de Abraão teria sido encontrado em poder de Dubois e, após sua condenação, subtraído por Richelieu.



Conta-se que o Cardeal levou o livro para o Castelo de Rueil onde passou a estudá-lo por muitos anos sem atingir qualquer resultado. 

Após a morte de Richelieu, não houve mais nenhum registro ao paradeiro do velho manuscrito.


Nesta mesma época, o túmulo de Flamel teria sido violado por ladrões que se surpreenderam ao constatar que não havia um corpo ou tampouco vestígios de que um dia aquele túmulo havia sido ocupado. 

Este fato gerou o boato de que o alquimista nunca teria morrido. 

Em outra situação, durante o reinado de Luis XIX, um arqueólogo de nome Paul Lucas havia sido solicitado pelo próprio rei a pesquisar e colher documentos que poderiam contribuir com o desenvolvimento da ciência daquele tempo.






Durante sua pesquisa, de acordo a própria narrativa, Paul Lucas fora saqueado por ladrões que lhe destituíram todo o material acumulado. 

No entanto, em Voyage dans la Turquie publicado pelo próprio arqueólogo em 1719, conta que conheceu pessoalmente um "filósofo" que "aparentava não ter idade" e que fazia parte de um grupo de sete membros que vagavam pelo mundo em busca de sabedoria e que, a cada vinte anos, se reunia em um local diferente pré-determinado para trocar conhecimento. 

Naquela ocasião, o local era a cidade de Broussa, na Turquia.



Segundo Paul Lucas, o sábio citou que era possível ao homem viver mais de mil anos se possuísse o domínio sobre a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. 

Ainda, citou que Nicolas Flamel e Abraão eram componentes daquele grupo.



De acordo com o arqueólogo, o sábio contou que Abraão havia ido à Paris encontrar um rabino que almejava atingir os estados elevados de conhecimento que o labor alquímico permitira. 

No entanto, antes de deixar a França, Abraão, de maneira desleal, foi morto pelo próprio rabino que, por sua vez, desejava a posse definitiva do livro. Pouco tempo depois o rabino foi condenado à morte e queimado. 

O livro de Abraão, misteriosamente, chegou às mãos de outro judeu que o vendeu à Flamel. 

Portanto, Flamel e Perrenelle ainda viviam e os respectivos funerais, realizados dois séculos antes, não eram mais que fraudes bem articuladas. 

Após a "morte", o casal partira para a Índia.






FLAMEL NA HISTÓRIA :


Nicolas Flamel foi um alquimista medieval. 

Essa é a sentença que resume sua figura ao longo da história.

Porém, como é possível compreender e concluir, Flamel foi também marido, foi um dedicado estudante dos enigmas da alquimia, um homem de coração nobre (e por vezes vaidoso) que aplicou seu conhecimento em benefício comum.



De qualquer forma, a imagem de "alquimista medieval" ainda é indissolúvel, tanto por sua obra quanto pelos séculos que a história solidificou sobre sua figura enigmática; e que, ainda hoje, é base de estudo, questionamento, divagações e admiração.







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A GRANDE OBRA !!

A primeira tarefa do discípulo consiste na busca da Matéria-Prima. 

O seu nome tradicional, Pedra dos Filósofos, nos dá uma idéia bastante clara desta substância, servindo-nos para começar a identificá-la. 

É realmente uma pedra porque ao ser extraída das minas apresenta as mesmas características exteriores que o resto dos minerais. 

Esta Pedra dos Filósofos, ou sujeito desta arte, não deve ser confundida com a Pedra Filosofal. 

Dito sujeito unicamente se converte na Pedra Filosofal quando, após ser transformada e aperfeiçoada pela arte, alcança a sua perfeição final e por conseguinte a propriedade da transformação.



Na literatura alquímica, diz-se que a Matéria-Prima tem um corpo imperfeito, uma alma constante e uma cor penetrante, e que contem um mercúrio claro, transparente e volátil. 

Esconde no seu coração o ouro dos filósofos e mercúrio dos sábios. 

Recebeu uma multidão de nomes, mas nunca nenhum alquimista revelou publicamente a sua verdadeira natureza. 

Uma das maiores dificuldades que apresenta a alquimia, consiste em identificar esta matéria. 

Nos textos alquímicos quase sempre se omite de forma completamente enganosa.



A Obra é preparada e levada a cabo utilizando esta única substância que, após ser identificada, deve ser obtida. 

Para isso é essencial viajar até o lugar da mina e obter o sujeito no seu estado bruto. 

Isto em si já é uma tarefa árdua, e é necessário fazer um horóscopo para determinar qual é o momento mais propício. 

A Obra deve ser realizada na primavera do hemisfério Norte, sob os signos de Áries, Touro ou Gêmeos (a época mais propícia para começar é a de Áries, cujo o símbolo celeste corresponde, a linguagem esotérica ou crítica, ao nome da Matéria-Prima).



Como preliminar à Obra, o sujeito deve ser purificado, libertado dos detritos. 

Isto se realiza utilizando umas técnicas bem conhecidas pelos metalúrgicos; diz-se, no entanto, que ditas técnicas requerem muita paciência, e esforço.



Outra operação consiste na preparação do fogo secreto, Ignis Innaturalis, também denominado fogo natural

Os alquimistas definem este fogo secreto ou Primeiro Agente, como água seca que não molha as mãos e como o fogo que arde sem chamas. 

Este é um tema que deu origem a incontáveis equívocos e confusões. 

Pontanus, reconhece ter equivocado neste ponto mais de duzentas vezes. 



Realmente, essa substância é o sal, preparado a partir de cremor tártaro mediante um processo que requer perícia e um perfeito conhecimento da química. 

O processo inclui a utilização do orvalho primaveril, que se recolhe de uma forma engenhosa e poética e que a continuação é destilado.



Quando já estão preparados, a Matéria-Prima e o Primeiro Agente da Obra, os preliminares se dão praticamente por finalizados. 

A Matéria-Prima é introduzida num morteiro de ágata (ou de alguma outra substância de grande dureza), é amassada com o maço, misturado com o fogo secreto e umedecida com orvalho. 

A mistura resultante é introduzida a continuação num recipiente hermeticamente fechado ou Ovo Filosofal, que se coloca no interior do forno de Atenor , o forno dos Filósofos.



Este Atenor está desenhado de tal forma que o ovo pode se manter a uma temperatura constante durante longos períodos de tempo. 

O fogo exterior estimula a ação do fogo interior, razão pela qual deve ser controlado; em caso contrário, embora o recipiente não se rompa, todo o trabalho se estragará. 

Durante essa etapa inicial, o calor do nascimento dos pintinhos tem muitos pontos em comum com o processo alquímico.



Dentro do ovo, os dois princípios contidos na Matéria-Prima - um solar, quente e masculino, conhecido como enxofre, e o outro lunar, frio e feminino, conhecido como mercúrio - atuam um sobre o outro.



Então, estes dois que Avicena chama a cadela Corascene e o cão armênio - escreve Nicolas Flamel estes dois, digo, ao colocá-los juntos no recipiente do sepulcro, se mordem de uma forma cruel e pelo seu forte veneno e terrível ira nunca se soltam a partir do momento em que se agarram (se o frio não o impede) até que os dois, como conseqüência das suas babas venenosas e dos seus ataques mortais, terminam completamente ensangüentados e acabam matando-se e cozinhando-se no seu próprio veneno que, depois da sua morte, os converte em formas naturais e primitivas, para passar depois assumir uma forma nova, mais nobre e melhor. 

Desta forma, à morte - que é uma separação - lhe segue um longo processo de decadência que dura até que tudo apodrece e os contrários se dissolvem no nigredo líquido. 

Esta escuridão que supera todas as outras escuridões, este "negrume entre os negrumes" é o primeiro signo inequívoco que se está no bom caminho; daí o aforismo dos alquimistas : " Não há geração sem corrupção".



A etapa de negrume acaba quando a superfície do mercúrio voa pelo ar alquímico dentro do microcosmo do Ovo Filosofal, no ventre do vento, recebendo as influências celestinas e purificadoras de cima. 

Volta a cair, sublimado, sobre a Nova Terra que finalmente emerge. 

Ao ir aumentando muito lentamente a intensidade do fogo exterior, as partes secas vão ganhando terreno sobre as úmidas, até que o continente aparecido se coagula e se desseca completamente. 

Enquanto isto sucede, aparece um incontável número de belas cores que correspondem à etapa conhecida como Causa do Pavão Real.



No final do segundo trabalho, aparece a Brancura, o albedo. 

Quando se alcança a Brancura, diz-se que o sujeito já tem força suficiente para resistir ao calor do fogo e só tem que dar um passo mais para que o Rei Vermelho ou Enxofre dos Sábios, saia do ventre da sua mãe e irmã, Ísis ou o mercúrio, Rosa Alva, a Rosa Branca.



No terceiro trabalho se recapitulam as operações do primeiro, que adquirem agora um novo significado. 

Começa com pompa de uma boda real. 

O Rei se reúne no Fogo do Amor (o sal ou fogo secreto) com a Rainha bendita. 

Como Cadmo atravessou a serpente com a sua lança, o enxofre vermelho fixa o mercúrio branco; e com esta união se consegue a perfeição final, nascendo a Pedra Filosofal.



Resumindo brevemente :

  • Dentro da Obra existem três pedras ou três trabalhos ou três graus de perfeição.

  • O primeiro trabalho termina quando o sujeito está completamente purificado (mediante sucessivas destilações e solidificações) e reduzindo a uma substância mercúrica pura.

  • O segundo grau da perfeição se alcança quando dito sujeito foi cozido, digerido e fixado, convertido-se no enxofre incombustível.

  • A terceira pedra aparece quando o sujeito foi fermentado, se multiplicou e alcançou a Perfeição Final, sendo uma tintura fixa e permanente : a Pedra Filosofal.



EM BREVE POSTAREI DEPOIS 

A BIOGRAFIA DE NICOLAS FLAMEL , PARACELSO 
E OUTROS ALQUIMISTAS !!

ALQUIMIA !!



O significado da Alquimia pode assumir diversas conotações de acordo com o contexto em que é aplicada e da forma como é interpretada. 

A alquimia pode ser considerada uma modalidade de ciência, talvez a mais antiga da história da humanidade, que originou diversas outras, inclusive a química contemporânea. 

Porém, não é possível classificá-la apenas como uma ciência. 

Isto porque, na alquimia, inclui-se diversos elementos místicos, filosóficos e metafóricos; além de uma linguagem simbólica e interpretativa. 

Assim, podemos classificá-la genericamente como uma antiga tradição que combina química, física, arte e ocultismo.


Por esse motivo, a alquimia também é classificada como uma ciência ou arte hermética. 
Neste caso, hermético é uma alusão direta ao lendário Hermes Tris- megistus e significa de difícil acesso e compreensão, reservado apenas para os Iniciados nas artes ocultas.


Esta camada de incertezas relaciona-se também quando se discute a origem da palavra. 

Alquimia pode ser originada no vocábulo árabe kimia, que por sua vez, deriva-se da palavra egípcia keme, que significa terra negra e era uma das formas usadas para referir-se ao Egito, país onde provavelmente surgiu a alquimia. 

Ainda, pode-se considerar que a palavra tenha surgido da expressão árabe al khen que tem raiz grega na palavra elkimya e significa o país negro. 

Também cogita-se uma origem direta no grego, na palavra chyma que se relaciona à fundição de metais.


Os preceitos da alquimia se encontram condensados na misteriosa Tábua Esmeralda
A esmeralda era considerada a pedra preciosa mais bela e com uma simbologia maior.


Uma das características principais dos tratados alquímicos é a linguagem complexa e rebuscada na qual são redigidos. 

Durante a Idade Média, isto poderia ser um recurso usado pelos alquimistas para que não fossem alvo da perseguição da Santa Inquisição

Porém, também é possível que os autores tentassem ocultar as fórmulas, de modo que apenas outros alquimistas compreendessem.





SÍMBOLOS E OBJETIVOS :

Na linguagem alquímica encontra-se associação 
de símbolos astrológicos com metais. 

O Sol, por exemplo, é associado ao ouro; 
a Lua representa a prata; 
Marte associa-se ao ferro 
enquanto Saturno ao chumbo. 


Animais (mesmo mitológicos como o dragão) e suas características 
também são usados para definir os elementos e as substâncias 
e os processos ao qual são submetidos. 

O unicórnio ou o veado é usado para representar o elemento terra; 
o peixe representa a água; 
pássaros fazem referência ao ar 
e salamandras aludem ao fogo. 

Ainda, o sal é normalmente representado por um leão verde. 
A fase de putrefação do processo alquímico é representada por um corvo.


Esta simbologia alquímica é encontrada até mesmo mesclada com ícones do cristianismo medieval. 
Por exemplo, nas seculares catedrais góticas, há uma imensa combinação de imagens cristãs com animais, símbolos químicos e zodiacais.


De forma geral, pode-se definir três objetivos básicos da alquimia. 

O primeiro e, conseqüente- mente, mais importante é produzir a chamada Pedra Filosofal (ou mercúrio dos filósofos, entre outros diversos nomes) que seria uma substância obtida a partir de matéria-prima grosseira. 


Através da Pedra Filosofal seria possível atingir os outros objetivos, que seria a transmutação da matéria (metais inferiores transformados em ouro) e produzir o Elixir da longa vida, uma espécie de medicamento universal que tornaria a pessoa que fizesse uso, imune a qualquer doença. 

Os sábios alquimistas ocidentais afirmavam que a obtenção de ouro foi um fracasso pela falta de concen- tração e preparação espirituais dos que realizavam as experiências.


Ainda, entre os alquimistas, há uma idéia de criar vida humana de modo artificial. 

O homúnculo(do latim, homunculuspequeno homem) seria uma criatura de aproximadamente 12 polegadas de altura que poderia ser criada através de sêmen humano colocado em uma retorta totalmente fechada e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias. 

Assim se formaria um embrião. 

Possivelmente, Paracelso foi o primeiro alquimista a divulgar este conceito.

Porém, é provável que a verdadeira intenção dos alquimistas era promover uma profunda mutação na alma e na natureza humana. 
Este objetivo fica camuflado sobre fórmulas químicas e simbologias complexas.



A ALQUIMIA NA HISTÓRIA :


Na China, a prática da alquimia estaria associada ao Taoísmo, que é o ensinamento filosófico-religioso chinês. 

Além da associação à filosofia védica, na Índia, por volta do ano 1000 a.C., que apresenta semelhanças com alguns fundamentos alquímicos. 

No Egito antigo, era considerada obra do deus Thoth (divindade associada à Hermes Trismegistus. 
Ainda no Egito, na cidade de Alexandria, a alquimia recebeu influência da filosofia neoplatônica, que se baseia no conceito de que a matéria, apesar de múltiplas aparências, é formada por uma substância única. 

Esta seria a justificativa para a transmutação almejada pelos alquimistas através da fusão dos quatro elementos fundamentais da Antigüidade: fogo, ar, água e terra.

De qualquer forma, a alquimia floresceu realmente a partir de meados do século VII, quando os povos árabes invadiram o Egito. 
Assim, o acervo de escritos alquímicos foram traduzidos para os idiomas árabes e sírio. 

Aproximadamente 300 anos depois, em meados do século X, os mulçumanos introduziram a alquimia no continente europeu, mais precisamente, através da península ibérica, na Espanha.






No século XIII, o conceito de quatro elementos primitivos e geradores da natureza (água, fogo, terra e ar), foi substituído pela idéia de que havia apenas três elementos básicos : mercúrio, enxofre e sal. 

O alquimista árabe Abu Musa Jabir ibn Hayyan al Sufi (conhecido como Geber) concluiu que os metais eram gerados no interior da Terra e compostos de mercúrio e enxofre. 



Acreditava-se que ouro e prata eram compostos de mercúrio e enxofre em sua forma pura. Enquanto os outros metais eram formados com enxofre impuro. 

Dessa forma, concluiu-se que, se através de um processo adequado, fosse possível "purificar" o enxofre, este poderia facilmente ser transmutado em ouro.




No ano de 1525, surgiu uma espécie de "escola de químicos" fundada por Paracelso. 




Iatroquímicos (iatros, do grego, médico) tinha como objetivo principal encontrar um meio de que a humanidade se tornasse totalmente imune às doenças naturais. 

Porém esta causa poderia também ocultar a intenção de encontrar o chamado Elixir da longa vida. 

Foi também entre Paracelso e os iatroquímicos que surgiu o conceito de quintessência, que neste caso, seria equivalente ao "elemento divino".




Entre os alquimistas mais célebres da história, destacam-se Tomás de Aquino, Paracelso, Nostradamus, Nicolas Flamel e Francis Bacon. 

Além do lendário Conde de Saint Germain , que teria encontrado a Pedra Filosofal e o Elixir da longa vida.




A alquimia medieval é a responsável pelas bases da química moderna. 

Além disso, os alquimistas contribuíram imensamente com a medicina contemporânea e deixaram como legado de alguns procedimentos que são utilizados até hoje, como o "banho-maria" (em alusão à alquimista conhecida como Maria, a Judia). 

Porém, a maior influência da alquimia encontra-se nas ciências ocultas ocidentais agindo diretamente na sabedoria e natureza humana.




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