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quinta-feira, 7 de julho de 2011

MUSEU EGÍPCIO DO CAIRO !!




    O Museu Egípcio do Cairo está localizado 
    no centro do Cairo, na praça de al-Tahir
    e foi projectado e construído 
    pelo arquitecto Marcel Dourgnon
    Foi inaugurado em 1902 e esteve sob 
    a direção do egiptólogo Gaston Maspero
    Este museu tem cerca de cem salas de exposição 
    que ocupam dois pisos e uma grande biblioteca. 
    É detentor da maior coleção de arte faraónica do mundo. 
    No jardim existe uma estátua de bronze 
    que homenageia Auguste Mariette 
    (egiptólogo e arqueólogo francês 
    que foi o percursor da egiptologia moderna 
    e um dos mais incansáveis estudiosos 
    das antiguidades egípcias)
    Além do sarcófago pétreo, existem também 
    outras estátuas de outros egiptólogos famosos. 
    No espaço expositivo interior destaca-se 
    a coleção funerária de Tutankhamon
    Contudo, há outras peças e coleções 
    interessantes e importantes 
    para a história desta civilização, 
    como são exemplo as peças 
    que remontam ao Império Antigo, 
    as peças das actividades económicas, 
    os papiros e os manuscritos. 
    No piso térreo encontram-se antiguidades 
    dos vários períodos da história do Antigo Egipto
    Com efeito, podemos ver embarcações de madeira 
    que transportavam os mortos, uma cama negra, 
    gessos que decoravam paredes, 
    entre outras inúmeras e valiosas peças. 
    As salas relacionadas com o Império Antigo 
    contêm sarcófagos, estelas, portas falsas 
    e relevos policromados. 
    De entre as várias estátuas que se podem encontrar 
    destacam-se : a de Kefrén, descoberta no templo de Giza
    a do Faraó Djoser da Terceira Dinastia
    as estátuas de cobre do rei Pepi I e do seu filho. 
    É possível encontrar outras de deuses, 
    relevos a representarem lutas, 
    escribas de joelhos com rolos de papiro. 
    A escultura egípcia tinha, sobretudo, uma função religiosa 
    e destinava-se a perpetuar determinadas situações para a eternidade, 
    estas estátuas estavam, por norma, situadas em templos ou túmulos. 
    Nas salas do Império Médio encontram-se 
    câmaras funerárias, estátuas reais e relevos. 
    De entre as várias peças, 
    o destaque vai para a estátua de madeira de Senusret I
    para o sarcófago de Deir el-Bahri da Décima Primeira Dinastia
    e para as esfinges em granito negro. 
    Das peças do Império Novo 
    destacam-se a esfinge da rainha Hatshepsut 
    em mármore colorida que veio do seu templo em Tebas 
    e uma estátua de Tutmósis II que veio de Karnak 
    e que parece ser uma representação fiel da sua imagem. 
    Nestas salas podemos ainda encontrar a deusa Hathor 
    de Deir el-Bahri representada pela vaca santa, 
    assim como uma estátua atribuída a Tutmósis III de joelhos 
    a amamentar-se do leite do animal referido anteriormente. 
    Ainda dentro deste Império 
    mas já nas salas de Akhenaton (Amenhotep ou Amenófis IV) 
    nota-se uma tendência mais convencional nas formas artísticas 
    relegando para segundo plano as anteriores formas estilizadas. 
    Podemos encontrar duas estátuas imponentes, 
    uma do rei de Karnak e outra da rainha Nefertiti, esta incompleta. 
    A coleção de Tutankhamon encontra-se numa sala 
    do primeiro andar do edifício 
    e alberga todos os tesouros artísticos 
    encontrados no seu túmulo no Vale dos Reis
    No meio da sala está exposta uma máscara em ouro maciço 
    que cobriu a cabeça do faraó quando da sua morte, 
    de referir que a decoração das sobrancelhas, 
    o contorno dos olhos e as listas do toucado é a lápis-lazúli. 
    A máscara tem ainda uma barba postiça 
    que o liga ao deus Osíris
    sustendo o ceptro real e na testa 
    a ostentar o emblema da força real. 
    Importante e interessante é também o trono. 
    Este tem no espaldar uma representação 
    do rei sentado no trono, 
    da rainha que toca no ombro do faraó 
    e no centro um círculo do sol. 
    Há ainda um cofre de madeira pintado 
    com cenas de guerra 
    contra os asiáticos e os núbios. 
    A coleção de jóias que se pode visitar no Museu Egípcio 
    é também numerosa e extremamente importante, 
    já que compreende peças que datam 
    da Primeira Dinastia ao Período Bizantino.

SOCIEDADE EGÍPCIA !!

Hierarquia social :

      A sociedade do Antigo Egipto apresentava uma estrutura fortemente hierarquizada. 
      Em termos gerais podem distinguir-se três níveis com uma importância decrescente : o nível composto pelo faraó, nobres e altos funcionários; o nível constituído por outros funcionários, por escribas, altos sacerdotes e generais; e por último, o nível composto pelos agricultores, artesãos e sacerdotes, onde se enquadrava a larga maioria da população. 
      No período mais antigo da história egípcia os altos cargos da administração permaneciam dentro da família real. 
      Apenas mais tarde é que os cargos passaram para uma elite e tornaram-se hereditários. 
      A possibilidade de ascender a um cargo em função de mérito também existiu. 
      A hereditariedade nas ocupações era característica do Antigo Egipto : esperava-se que um filho seguisse a profissão do pai. 
      Apesar de ser praticamente igual ao homem do ponto de vista legal, a mulher no Antigo Egipto estava relegada a uma posição secundária. 
      Os seus papéis principais eram os de esposa, mãe ou amante. 
      Encontraram-se em geral excluídas dos cargos de administração e do governo, com excepção de algumas rainhas que governaram o Egipto como último recurso (enquanto regentes na menoridade do faraó ou em casos em que o faraó não teve filhos do sexo masculino).



    • Faraó 
      Era um rei todo-poderoso, proprietário de todo o território. Os campos, os desertos, as minas, os rios, os homens, as mulheres, o gado e todos os animais – tudo lhe pertencia. Ele era ao mesmo tempo rei, juiz, sacerdote, tesoureiro, general. Era ele que decidia e dirigia tudo, mas, não podendo estar em todos os lugares, distribuía obrigações para centenas de funcionários que o auxiliavam na administração do Egito. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança na felicidade.


    • Sacerdotes 
      Tinham enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administrava as riquezas e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também os sábios do Egito, guardadores do segredos das ciências e dos mistérios religiosos com seus inúmeros deuses.


    • Altos funcionários
      O mais importante era o vizir, responsável pela administração do imperio. Ele controlava a arrecadação de impostos, chefiava a policia, fiscalizava as construções e as obras públicas, alem de presidir o mais alto tribunal de justiça e ser o comandante-em-chefe das tropas.


    • Nomarcas 
      Eram administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes em suas províncias, como as de juizes e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder de faraó.


    • Soldados
      Defendiam o reino e auxiliavam na manutenção de paz. Eram respeitados pelo faraó e pela sociedade. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestigio e riquezas.


    • Escribas
      Provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar, documentar e contabilizar documentos e atividades da vida no Egito.


    • Artesãos e os comerciantes
      Os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos. Faziam belas peças de adorno, utensílios, estatuetas, máscaras funerárias. Travalhavam muito bem com madeira, cobre, bronze, ferro, ouro e marfim. Já os comerciantes se dedicavam ao comércio em nome dos reis e nobres ou em nome próprio, comprando, vendendo ou trocando produtos com outros povos, como cretenses, fenícios, povos da Somália, da Síria, da Núbia, entre tantos outros. O comércio forçou a construção de grandes barcos cargueiros.


    • Camponeses
      Formavam a maior parte da população. Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados pelos funcionários do faraó, pois todas terras eram do governo. As enchentes, os trabalhos de irrigação, semeadura, colheita, armazenamento dos grãos originavam trabalhos pesados e mal remunerados. O pagamento geralmente era feito com uma pequena parte dos produtos colhidos e apenas o suficiente para sobreviverem. Viviam em cabanas humildes e vestiam-se de maneira muito simples. Os camponeses prestavam serviços também nas terras dos nobres e nos templos.


    • Escravos
      Geralmente eram os inimigos capturados em guerras de conquista. Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente castigados como forma de punição. Eram desprezados e não possuiam direitos.





    VALE DOS REIS !!




      O Vale dos Reis, ou Wadi el-Muluk (وادي الملوك) em língua árabe, 
      é um grande vale montanhoso no Egito onde, por um período 
      de aproximadamente 500 anos foram construídos tumbas 
      para os Faraós e nobres importantes do Antigo Egito 
      (entre a XVIII e a XX dinastias). 
      O Vale dos Reis localiza-se na margem ocidental do Nilo
      oposto a Tebas (atualmente Luxor)
      Está separado em duas zonas, vale ocidental (West Valley) 
      e vale oriental (East Valley), com os mais importantes túmulos 
      no vale oriental. 
      Com as descobertas de 2005 e 2008, 
      o Vale contém agora 67 tumbas e câmaras, 
      variando em tamanho desde uma simples 
      câmara aberta na rocha até um complexo 
      com mais de 120 câmaras. 
      As tumbas reais são normalmente decoradas 
      com cenas da mitologia egípcia 
      que testemunham as crenças 
      e os rituais funerários 
      dos períodos de sua construção. 
      A maioria das tumbas foram violadas e saqueadas na antigüidade, 
      mas algumas (como a KV62) permaneceram intactas até 
      a sua descoberta dando idéia da opulência e do poder 
      dos governantes de sua época. 
      A área tem sido o foco de explorações arqueológicas desde 
      o final do século XVII, e suas tumbas e sarcófagos continuam 
      a estimular pesquisas. 
      Nos tempos modernos, o Vale se tornou famoso pela descoberta 
      da tumba de Tutankhamon, com o seu rumor sobre a maldição do Faraó
      que é um dos mais famosos sítios arqueológicos do mundo. 
      Em 1979, esta tumba se tornou Património Mundial da Humanidade
      pela UNESCO, juntamente com o resto da Necrópole Tebana
      Escavações, explorações, pesquisas e conservações 
      ainda continuam a ser feitas no Vale, que é, 
      atualmente, um centro de turismo 
      com muitas de suas tumbas abertas ao público. 
      Inscrições deixadas nas paredes de várias tumbas 
      indicam, também, que o Vale dos Reis 
      já era uma atração turística desde o Período Romano
      em que o Egito fazia parte do Império Romano

    HOWARD CARTER !!




      Howard Carter nasceu em 10 Rich Terraço em Kensington, Londres
      em 09 de maio de 1874. 
      Seu pai, Samuel John Carter, foi um artista que se especializou 
      na pintura de animais. juventude Howard Carter 
      foi gasto em Swaffham em Norfolk
      onde também recebeu relativamente modesto de ensino privado. 
      Jovem talento para o desenho de Carter e seu interesse 
      em antiguidades egípcias levou ao Egito, quando ele ainda 
      era apenas dezessete anos, no Outono de 1891. 
      Ele foi contratado pelo Fundo de Exploração do Egito em Londres 
      para ajudá P.E. Newberry com a gravação epigráfica de túmulos 
      em Beni Hasan e El-Bersha, no Médio Egito
      Em janeiro de 1892, ele também foi convidado a participar Flinders Petrie
      que escavados em El-Amarna, e isso lhe deu experiência arqueológicos 
      de valor inestimável. 
      Em 1893 começou a gravação epigráfica do templo de Hatshepsut 
      em Deir el-Bahri como membro de uma expedição Egito Fundo de Exploração 
      dirigido por Edouard Naville
      Esta tarefa, na qual se destacou, ele ocupou até 1899. 
      No início de 1900 Howard Carter foi nomeado Inspetor Chefe de Antiguidades do governo egípcio com responsabilidades de Alto Egito
      Ele permaneceu neste cargo até o final de 1904, quando ele foi transferido 
      para o cargo de Inspetor-Chefe para Baixo Egito
      Mas um incidente infeliz em Saqqara, que resultou em uma briga 
      entre um grupo de europeus arrogantes e funcionários egípcios 
      do Serviço de Antigüidades trouxe o progresso 
      meteórica Carter a uma parada abrupta. 
      Embora não envolvido pessoalmente, ele ficou do lado com os seus homens, 
      foi transferido para um lugar menos importante no Delta 
      e, eventualmente, demitiu-se do Serviço de Antiguidades do ano seguinte. 
      Sua carreira profissional e sua vida estava em grave crise. 
      Mas, alguns anos mais tarde a sorte de Carter mudou.
      O Conde de Carnarvon, que visitou o Egito por motivos de saúde, em 1905, 
      tornou-se interessado em antiguidades egípcias e decidiu financiar 
      um trabalho arqueológico. 
      O Serviço de Antiguidades, no entanto, insistiu que o trabalho deveria 
      estar nas mãos de um arqueólogo experiente, 
      e Carter parecia ser a melhor pessoa disponível. 
      A cooperação entre um arqueólogo e um aristocrata Inglês 
      com uma paixão pela arqueologia egípcia, que começou em 1909 foi, 
      finalmente, vai resultar na maior descoberta da arqueologia egípcia.
      O trabalho de Carter e Carnarvon foi centrado no Tebas
      Em 1912, o trabalho se voltou para o Delta
      mas os resultados foram decepcionantes. 
      Em 1914, Lord Carnarvon foi capaz de garantir 
      uma concessão para escavar no Vale dos Reis
      Mas a eclosão da Primeira Guerra Mundial fez com que a escavação 
      fosse adiada até cinco temporadas curtas, com pouco sucesso, 
      entre o final de 1917 e março de 1922. 
      Os primeiros passos na direção do túmulo de Tutankhamon foram dados 
      em 04 de novembro de 1922, poucos dias após o início 
      de uma nova temporada de escavações no Vale dos Reis
      A entrada para o túmulo, com os selos intactos, foi descoberto 
      no dia seguinte, em 05 de novembro. 
      Carter, acompanhado por Lorde Carnarvon, sua filha Lady Evelyn
      Arthur Callender e reises egípcio (capatazes), teve seu primeiro vislumbre 
      do interior da tumba em 26 de novembro. 
      O trabalho de apuramento e gravação do conteúdo da tumba 
      continuou até que a concessão expirou em 1929.
      O Túmulo de
      Tut.ankh.Amen, por Howard Carter e Arthur C. Mace
      apareceu em três volumes entre 1923-1933. 
      Na falta de compromissos de saúde e outros, no entanto, 
      fez com que nunca Carter ninca publicasse 
      um relato detalhado acadêmicos da tumba. 
      Howard Carter morreu em 02 de março de 1939, em Londres