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quarta-feira, 22 de junho de 2011

PROMETEU !!



Prometeu também chamada de Clímene é um personagem da mitologia grega,
um titã filho do também titã Jápeto e de Ásia, filha de Oceano
(segundo alguns autores, sua mãe seria Témis) e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio.

Seu mito foi mencionado por dois dos principais autores gregos, Hesíodo e Ésquilo.

Segundo Hesíodo foi dado a Prometeu e seu irmão Epimeteu
a tarefa de criar os homens e todos os animais.

Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la.

Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados
de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras outro,
uma carapaça protegendo um terceiro, etc.

Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro.
Mas como Epimeteu gastara todos os recursos nos outros animais,
recorreu a seu irmão Prometeu.
Este então roubou o fogo dos deuses e o deu aos homens.

Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais.
Todavia o fogo era exclusivo dos deuses.

Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse
no cume do monte Cáucaso,
onde todos os dias uma águia (ou corvo)
dilacerava seu fígado que, todos os dias, regenerava-se.

Esse castigo devia durar 30.000 anos.

Prometeu foi libertado do seu sofrimento por Hércules que,
havendo concluído os seus doze trabalhos dedicou-se a aventuras.

No lugar de Prometeu, o centauro Quíron deixou-se acorrentar no Cáucaso,
pois a substituição de Prometeu
era uma exigência para assegurar a sua libertação.


http://www.jornalcanalaberto.com.br/ftmateria/121884684148a62079aa06e.jpg


CÉOS !!

Céos, na mitologia grega, foi um dos titãs que nasceram de Gaia (Gea) e titã da inteligência, foi casado com a titanide Febe e com ela teve Astéria, a Deusa estelar, e Leto, a Deusa do anoitecer.

Trecho da Teogonia de Hesiodo :

"Febe entrou no leito amoroso de Ceos
E fecundou a Deusa o Deus com amor
Nasceu Leto de negro véu
Sempre boa aos humanos e aos Deuses imortais
doce desde o início
a mais suave do Olimpo
Nasceu também Astéria
Que Perses levou ao seu palácio
e a desposou,e desta união
nasceu a poderosa Hekate
Que Zeus agraciou com esplêndidos Dons..."

CRONOS !!

Cronos (em grego: Κρόνος) (por vezes confundido com Chronos, Χρόνος), era a Divindade suprema da segunda geração de deuses da mitologia grega e titã do tempo, correspondente ao deus romano Saturno.

A etimologia do seu nome é relativa a "tempo", pois assim como o tempo Cronos devora aos seus.

Outra suposição é que poderia estar relacionada com "cornos", sugerindo uma possível ligação com o antigo demónio indiano Kroni ou com a divindade levantina El.

Filho de Urano, o Céu estrelado, e Gaia, a Terra, é o mais jovem dos Titãs.

A pedido de sua mãe se tornou senhor do céu castrando o pai com um golpe de foice.

A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina.

Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro".

Cronos casou com a sua irmã Réia, que lhe deu seis filhos (os Crónidas): três mulheres, Héstia, Deméter e Hera e três rapazes, Hades, Poseidon e Zeus.

Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.

Quando Zeus cresceu, resolveu vingar-se de seu pai, solicitando para esse efeito o apoio de Métis - a Prudência - filha do Titã Oceano. Esta ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que tinha devorado.

Então Zeus tornou senhor do céu e divindade suprema da terceira geração de deuses da Mitologia Grega ao banir os tios Titãs para o Tártaro e afastou o pai do trono, e segundo as palavras de Homero prendeu-o com correntes no mundo subterrâneo, onde foi encontrado, após dez anos de luta encarniçada, pelos seus irmãos, os Titãs, que tinham pensado poder reconquistar o poder de Zeus e dos deuses do Olímpo.



Curiosidades

Segundo outras tradições, Cronos teria sido, simplesmente, adormecido e levado para a ilha misteriosa de Tule ou teria sido exilado como rei para um sítio ideal onde o "solo fértil produzia colheitas três vezes por ano" e onde se teria prolongado esta idade de ouro, definitivamente terminada com o aparecimento da terceira geração, a de Zeus e dos Olímpicos.

Em outra lenda Cronos teria sido destruído e atirado no Tártaro.

Outra corrente prega que Cronos fora julgado e obrigado por Zeus a vagar no deserto eternamente.

Cronos foi, por vezes, assimilado ao deus fenício Baal, a cujo ídolo eram sacrificadas as vítimas humanas.

A lenda de Cronos figura no teto da Sala dos Elementos no Palácio Vecchio, em Florença), pintado por Giorgio Vasari e Cristofano Gherardi.

Goya representou Cronos devorando os seus filhos Museu do Prado, Madrid.

Cronos também tem a sua imagem e fama fortemente assimilada com jogos que envolvem a mitologia grega. Sempre em papel de vilão.

Cronos foi isolado em um mundo abaixo do mar de Ísis, o único lugar que qualquer mortal não ousaria mexer.

HIPERIÃO !!

Hiperião ou Hipérion, na mitologia grega, é um deus solar primitivo, que ao se unir com a titânide Téia gerou Selene (a Lua), Hélios (o Sol) e Eos (a Aurora).

Era um dos 12 filhos de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra).

Seu nome quer dizer: "o que está no alto".

É também o Titã da visão.

JÁPETO !!

Segundo a tradição de Hesíodo, Jápeto ou Iápeto era um dos 12 Titãs clássicos filhos de Gaia e Urano.

Jápeto e seus irmãos, liderados por Cronos, conspiraram contra seu pai Urano, preparando-lhe uma emboscada quando desceu para se deitar com a Terra.

Crios, Coios, Hipérion e Jápeto se puseram nos quatro cantos do mundo para segurar o deus do céu enquanto Cronos, escondido no centro, o castrava com uma foice, nesse mito, Jápeto e os três irmãos representam os quatro pilares cósmicos que nas cosmogonias do Oriente Médio separam o céu e a terra.

Jápeto era o pilar do oeste, posição depois ocupada por seu filho Atlas.

Jápeto, "o perfurador" pode também ter sido visto como o deus-titã do tempo de vida humano e da mortalidade, principalmente da morte violenta e também está associado à habilidade artesanal.

Jápeto desposou Clímene, filha de Oceano e Tétis.

Clímene gerou filhos de Jápeto:

  • Prometeu "o que pensa antes", um dos titãs que apoiaram Zeus contra Cronos, criador dos homens. Doador do fogo à humanidade, e por isso condenado a ficar acorrentado por toda a eternidade, com uma águia a lhe comer o fígado diariamente;
  • Epimeteu "o que pensa depois", criou os animais e homens com seu irmão Prometeu, recebeu Pandora como esposa, e abriu a caixa que espalhou os males no mundo;
  • Atlas "o que suporta", titã que apoiou Cronos, e foi punido por Zeus à suportar o céu nas costas;
  • Menecéio "aquele que é vanglorioso".

CRIO !!

Crio (em grego: Κρείος, Kreíos) é um dos doze titãs clássicos da tradição hesiódica.

Ele desposou Euríbia e gerou: Palas, Astreu e Perses.

Filho de Urano e de Gaia, Crio representava os seres marítimos e seu poder destrutivo envolvia as criaturas até hoje desconhecidas do mar abissal.

Ninguem conhece a real forma deste titã.

Crio, assim como os demais titãs que ficaram ao lado de Cronos na Titanomaquia, foi aprisionado no Tártaro.

OCEANO !!

Na mitologia grega, Oceano (grego Οκεανος, "okeanos","oceanus"), Era o imenso rio que rodearia a Terra, personificado pelo titã de mesmo nome, filho de Urano e Gaia que tinha um corpo formado por um torso de um homem, com garras de caranguejo tal qual chifres na cabeça e grande barba, terminando com a cauda de uma serpente.

Alguns estudiosos consideram que Oceano representava originalmente todas as massas de água salgada, incluindo o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, as duas maiores massas conhecidas pelos antigos gregos.

Contudo, com a evolução dos conhecimentos geográficos, Oceano passou a representar apenas as águas desconhecidas do Atlântico (também chamado de "Mar Oceano"), enquanto Poseidon reinava no Mediterrâneo.

Da união com sua irmã Tétis, foram originadas as ninfas dos mares ou Oceânidas, dentre as quais Anfitrite, mãe de Tritão, as Nereidas, os rios, além de todos os seres marinhos, que tomavam parte ativa nas aventuras dos deuses, como os golfinhos.

Na maioria das variantes do mito da guerra entre os Titãs e os Deuses Olímpicos, ou Titanomaquia, Oceano, tal como Prometeu e Têmis, não se juntaram aos seus irmãos titãs contra os Olímpicos, tendo se mantido afastados do conflito.

Oceano também teria recusado aliar com Cronos na sua revolta contra seu pai Urano, mas ajuda Zeus quando este resolve salvar seus irmãos que foram engolidos por seu pai.

É a sua filha Métis (que conhecia todas as ervas da terra) que confecciona uma poção capaz de fazer Cronos regurgitar os filhos que havia engolido.

MNEMÓSINE !!

Mnemosine ou Mnemósine (em grego Mνημοσύνη, pronounciado /nɪˈmɒzɪni/ ou /nɪˈmɒsəni/).

Era uma das Titânides, filha de Urano e Gaia e a deusa que personificava a Memória.

Ela teve de Zeus as Noves Musas:

  • Calíope (Poesia Épica)
  • Clio (Historia)
  • Érato (Poesia Romântica)
  • Euterpe (Música)
  • Melpômene (Tragédia)
  • Polímnia (Hinos)
  • Terpsícore (Dança)
  • Tália (Comédia)
  • Urânia (Astronomia)

Era aquela que preserva do esquecimento.

Seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de "letal" esquecimento), o Tártaro, e de onde "as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior".

FEBE !!

Febe ou Foibe (grego Φοίβη, transliteração "Phoibê", tradução "brilhante, profética") era conhecida como "a mais bela entre as Titânides".

Seu nome está ligado aos vocábulos gregos phoibos ("brilhante" ou "radiante""), phoibaô("purificar") e phoibazô ("profetizar").

Talvez a primeira deusa da Lua que os gregos conheceram, Febe é confundida com sua sobrinha Selene (filha de Hipérion e Téia), e também com suas netas Ártemis e Hécate.

Febe é a deusa da lua, relacionada com as noites de lua cheia.

Seu nome quer dizer "brilhante", nome que foi emprestado ao seu neto Apolo, chamado de Febo.

Febe se uniu à Céos e tiveram as deusas Leto (mãe de Ártemis e Apolo) e Astéria (mãe de Hécate), que simbolizam respectivamente os oráculos da luz e da escuridão.

Higino ainda acrescenta entre suas filhas o nome de Afirafes.

Febe era uma antiga deusa da profecia e a terceira a presidir o oráculo de Delfos, após Gaia (sua mãe) e Têmis (sua irmã).

Mais tarde deu o oráculo a seu neto Apolo como presente de aniversário.

Por tudo isso Febe, apesar de brilhante, era considerada uma deusa de mistérios e segredos.

Era representada como uma bela mulher com os seios nus, voando pelo céu e levando numa das mãos um cântaro de prata.

RÉIA !!

Reia ou Réia (AO 1990: Reia), na mitologia grega, era uma titã, filha de Urano e de Gaia. Na mitologia romana é identificada com Cibele, uma das manifestações da Deusa mãe, Magna Mater.

Irmã e esposa de Cronos, gerou Deméter, Hades, Hera, Hestia, Posídon e Zeus, segundo a Teogonia de Hesíodo.

Por ser mãe de todos deuses do Olimpo, é conhecida como Mãe dos Deuses. É uma deusa relacionada com a fertilidade.

Devido a um oráculo de Urano, que profetizara que Cronos seria destronado por um dos filhos, este passou a engolir todos os filhos assim que nasciam.

Réia decidiu que isto não ocorreria com o sexto filho.

Assim, quando Zeus nasceu, Reia escondeu-o numa caverna no Monte Ida em Creta ao cuidado dos assistentes curetes posteriormente sacerdotes e, no lugar do filho, deu a Cronos uma pedra enrolada em panos.

Cronos engoliu-a, pensando ser o filho.

Há diversas versões sobre quem criou Zeus.

Algumas relatam que ele foi criado por Gaia; outras, por uma ninfa (Adamantéia ou Cinosura).

Segundo uma outra versão, foi nutrido por uma cabra (Amaltéia). Ao atingir a idade adulta, Zeus destronou o pai, forçou-o a vomitar os irmãos e assumiu o Olimpo.

Seguindo a ascensão do filho Zeus ao status de rei dos deuses, ela contestou uma parte do mundo e acabou refugiando-se nas montanhas, onde cercou-se de criaturas selvagens.

Geralmente, é associada a leões ou a uma biga puxada por leões.

Na Ásia Menor, era conhecida como uma deusa terrestre, sendo venerada com ritos orgíacos.

O nome significa "fluxo", aparentemente em referência à menstruação feminina, e "reconforto", talvez em referência aos partos fáceis.

TÊMIS !!





Têmis era a deusa grega guardiã dos juramentos dos homens e da lei, sendo que era costumeiro invocá-la nos julgamentos perante os magistrados.

Por isso, foi por vezes tida como deusa da justiça, título atribuído na realidade a Diké.

Era filha de Urano(o céu, o paraíso) e de Gaia(a Terra), e segunda mulher de Zeus. Era uma divindade da segunda geração, criada, juntamente com Nêmesis— a deusa da ética — pelas moiras.

Têmis empunha a balança, com que equilibra a razão com o julgamento, e/ou uma cornucópia; mas não é representada segurando uma espada.

Tinha três filhas: Eunômia - a Disciplina, Diké – a Justiça, e Eiriné – a Paz.

Foi ela que fez da sua filha Diké (ou Astraea), que viveu junto aos homens na Idade do Ouro, Deusa da Justiça.



Têmis, A Deusa da Justiça

Têmis é filha de Gaia e Urano e pertence, portanto, ao mundo pré-olímpico dos Titãs, do qual ela, Leto e outras Titânides aparecem mais tarde entre os olímpicos.

Seu nome significa "aquela que é posta, colocada". Sua equivalente romana era a Deusa Justitia.



Mitologia

Têmis quando ainda criança, foi entregue por Gaia, aos cuidados de Nix, que acabara de gerar Nêmesis.

O objetivo de Gaia, era proteger Têmis do enlouquecimento de Urano.

Porém Nix estava cansada, pois gerara incessantemente seus filhos.

Então Nix entrega sua filha Nêmesis, e a sobrinha Têmis aos cuidados de suas mais velhas filhas,as Deusas Moiras ( Cloto, Laquésis e Atropo).

As Moiras criam as duas Deusas infantes, e lhes ensina tudo sobre a ordem cósmica e natural das coisas; e a importância de zelar pelo equilibrio.

As Moiras são as Deusas do destino,tanto dos homens; quanto dos Deuses e suas decisões não podem ser transgredidas por ninguém.

Desta criação, vimos a origem das semelhanças das duas lindas e poderosas Deusas criadas como irmãs, Têmis a Deusa da justiça e Nêmesis a Deusa da retribuição.

Há uma versão errada, que diz as Moiras eram filhas de Têmis, o que gerou esta confusão, possivelmente é te-las confundido com as Horas (ciclospresentes na natureza, estações, clima, vegetação, etc); que também agem nas energias ciclicas da natureza, assim como as Moiras (ciclos vitais da vida, nascer, crescer,etc).

Têmis na mitologia grega é a deusa dos juramentos, mãe de Diké, deusa da justiça, a protetora dos oprimidos.

Filha de Urano e de Gaia, era, portanto, uma Titã.

Foi a segunda esposa de Zeus, sentava-se ao lado de seu trono, pois era sua conselheira.

Considerada, para a mitologia, a personificação da Ordem e do Direito divinos, ratificados pelo Costume e pela Lei.




Origem da Simbologia

Inicialmente, Têmis era representada como uma divindade de olhar austero, seus olhos ainda não eram vendados e segurava uma balança em uma das mãos, o que, até hoje simboliza o equilíbrio entre as partes envolvidas em uma relação de Direito.

A imagem da Têmis, como conhecemos hoje, passou a ter a venda nos olhos por criação de artistas alemães do século XVI.

Citada faixa simboliza imparcialidade, quer dizer que a Têmis, por ser a própria exteriorização da Justiça, não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes, grandes ou pequenos.

Suas decisões, justas e prudentes, não são fundamentadas na personalidade, nas qualidades das pessoas ou, ainda, no seu poder, mas apenas, na sabedoria das leis.

Outros símbolos: a lâmpada, a manjerona e "pudenda muliebria".

O significado da manjerona é sexual e tem ligação com a fertilidade.

Esta planta misteriosa é uma planta lunar e tem ligação com a influência fertilizadora da Lua sobre a Terra.

Mas a manjerona também tem ligação direta com outro emblema de Têmis, "pudenda muliebria", que vincula a Deusa à fertilidade e à sexualidade, de modo direto e inequívoco.

Sabe-se que havia orgias vinculados ao culto de Têmis e certamente, estes ritos eram de natureza sexual.



Oráculos

Têmis não representa a matéria em si, como sua mãe Gaia, mas uma qualidade da terra, ou seja, sua estabilidade, solidez e imobilidade.

Ela é uma deusa que falava com os homens através dos oráculos.

O mais famoso de todos os templos oraculares da Grécia Antiga, Delfos, pertencia originalmente a Gaia, que o passou a filha Têmis.

Depois disso, ele foi de Febe e só no fim foi habitado por Apolo.

Há pesquisadores que afirmam, no entanto, que Têmis é o próprio princípio oracular, de modo que, em vez de ter havido quatro estágios de ocupação do oráculo Delfos, foram só três: Gaia-Têmis, Febe-Têmis e Apolo-Têmis.

Portanto, Têmis tinha máxima ligação com a questão das previsões oraculares e, no fundo, representa a boca oracular da terra, a própria voz da Terra, ou seja, Têmis é a terra falando.

Quando o titã Prometeu foi acorrentado ao Monte Cáucaso, Têmis profetizou que ele seria libertado.

Sua profecia se concretizou quando Héracles (ou Hércules), salvou-o do seu castigo.

Foi Têmis quem alertou Zeus que o filho de Tétis seria uma ameça à seu pai.

Ajudou Deucalião e Pirra a formar a humanidade após o dilúvio enviado como castigo por Zeus, profetizando que ambos deveriam "jogar os ossos de sua mãe para trás das costas".

Pirra ficou temerosa de cometer algum sacrilégio ao profanar os ossos de sua mãe, não captando o sentido da profecia.

Deucalião, porém, entendeu tratar-se de pedras os ossos da deusa-Terra, mãe de todos os seres. Assim ele atirou pedras para trás e delas surgiram homens.

Os oráculos dados por Têmis, não profetizavam só o futuro, mas eram ainda, mandamentos das leis da natureza às quais os homens deveriam obedecer.

A Deusa nos fala de uma ordem e de uma lei naturais que precedem as noções culturalmente condicionadas da organização e das regras derivadas das necessidades de uma sociedade.

Alguns pensadores crêem ser Têmis uma abstração das noções humanas de uma justiça de uma cultura específica, presumivelmente matrifocal.

Uma visão arquetípica, sustentaria que Têmis não é o produto da organização social, mas o pressuposto para tanto.

Sua existência psicológica precede-o e subjaz ao entendimento humano do que ela quer dizer ou ensinará.

A visão arquetípica localizaria sua origem na natureza psíquica, no inconsciente coletivo, ao invés de localizá-la na cultura e na consciência coletiva.

Ela não é secundária, e sim fundamental.

Entretanto, nos cultos à Têmis eram celebrados os "mistérios" ou "orgias", emprestando-lhe a visão que ela era uma Deusa genuína, e não uma simples personificação da idéia abstrata de legalidade.

Têmis é a Deusa oracular da Terra, ela defende e fala em nome da Terra, do enraizamento da humanidade em uma inabalável ordem natural.



Olimpo

Um dos atributos de Têmis é sua grande beleza, além do poder de atração de sua dignidade. Sua atratividade física é confirmada pelo mito em que Zeus a persegue com seu estilo desenfreado e, finalmente, a desposa.

Em outra versão após Zeus devorar Métis grávida, as Moiras levam Têmis até Zeus para se tornar a segunda esposa de Zeus, e as Moiras profetizam que Zeus precisa e tem muito a aprender com Têmis, que é tão sábia quanto Métis.

Seu mais ardente adversário no Olimpo foi Ares, o deus da guerra cujo o apetite por violência e sede de sangue não conhecia limites.

Não porque Têmis fosse contra a guerra, mas agia com motivos de ordem ambiental, pois a guerra reduziria a população humana.

Na qualidade de mãe das Horas (e pai Zeus), Têmis está também por trás da progressão ordenada do tempo na natureza.

As Horas representavam a ordenação natural do cosmo: inverno e depois primavera, dia depois a noite, uma hora após a outra.

Sua outra filha com Zeus, Astréia, Deusa virgem protetora da humanidade e que simboliza a pureza e a inocência, também era uma deusa da justiça.

Conta-se que ela deixou a Terra no fim da Idade do Ouro para não presenciar as aflições e sofrimentos da humanidade durante as idades do Bronze e do Ferro.

No céu ela tornou-se a constelação de Virgem. Também a balança de Têmis, que Astréia carregava foi transformada em uma constelação, Libra.

As Horas ou Estações (filhas de Zeus e Têmis) suas são : Irene (paz), Dike (justiça) e Eumônia (disciplina); estas são as Horas mais velhas e estão ligadas a legislação e ordem natural, sendo uma extensão dos atributos de Têmis.

Esta última está relacionada com a representação da divindade da justiça. Temis e Dike elucidam o lado ético do instinto, a voz miúda e calma no seio do impulso.

Dike para a humanidade é a função de base institual muito sintônica com o que chama de instinto para reflexão.

Existem mais nove Horas que são guardiãs da ordem natural, do ciclo anual de crescimento da vegetação e das estações climaticas anuais.

( Talo, Carpo, Auxo, Acme, Anatole, Dysis, Dicéia, Eupória, Gymnásia)

Ao presidir as reuniões de cunho político do Olimpo, Têmis manifesta o teor organizacional de sua dignidade e justiça.

Têmis congregava às reuniões com seriedade moral e obrigava os grandes e poderosos a ouvir, de modo consciencioso, as objeções e contribuições dos irmãos e irmãs menos proeminentes.

A Deusa opunha-se à dominação de um sobre muitos e apoiava a unidade mais que a multiplicidae, a totalidade mais do que a fragmentação, a integração mais do que a represão.

Nessa atividade de contenção e vinculação, Têmis revela o princípio operado pela consciência feminina: a lei do amor.

Têmis era a deusa da consciência coletiva e da ordem social, da lei espiritual divina, paz, ajuste de divergências, justiça divina, encontros sociais, juramentos, sabedoria, profecia, ordem, nascimentos, cortes e juízes.

Foi também inventora das artes.



Zeus e Têmis

Têmis foi a segunda esposa de Zeus, depois de Métis e antes de Hera.

É Ela que temperou o poder de Zeus com muita sabedoria e com seu profundo respeito pelas leis naturais.

Sendo uma Titã, suas raízes são instintivas e pré-olimpicas e estende-se à frente, para incluir uma visão cósmica das operações finais e essenciais do universo inteiro.

Além de esposa e conselheira, Têmis é também mentora de Zeus.

Em um mito ela aparece como ama de leite de Zeus bebê, ensinando-o a respeitar a justiça.

No casamento de Zeus e Têmis vemos duas forças, uma solar e outra lunar, trabalharem coligadas com poucos conflitos à serem observados.

Zeus era o rei todo-poderoso, absoluto, um padrão arquetípico que governa a consciência coletiva, que tanto cria como mantém uma coletividade.

Mas é Têmis, que movimentando-se dentro de vários outros padrões arquetípicos, desestabiliza o absolutismo e as certezas de Zeus.

Ela movimentava-se em uma direção contrária, nunca deixando de incluir o máximo possível. Têmis exercia portanto, um efeito de abrandamento.

Entretanto, o casamento do dois não foi de total doce harmonia, pois embora transitasse sabedoria entre eles, os ditames de um e do outro, sempre tinham um preço muito elevado, pois nada possui solução definitiva.

Na imagem de Zeus consultando Têmis, podemos aceitar uma boa dose de troca. Zeus é quem rege e decide, enquanto Têmis assume uma atitude mais suave e dá seu toque relativizador que procede de perspectivas mais abrangentes.

TÉTIS !!

Tétis, na mitologia grega, é uma titânide, filha de Urano e de Gaia.

Da sua união com o seu irmão Oceano, nasceram as três mil oceânides e três mil rios.

Personifica a fecundidade da água, que alimenta os corpos e forma a seiva da vegetação.

Segundo a tradição, Reia confiou-lhe o cuidado de Hera, durante a luta entre titãs e os deuses olímpicos.

Em reconhecimento, a rainha do Olimpo reconciliou-a com Oceano, quando o casal se desentendeu.

Tétis é representada como uma mulher jovem, de aspecto sábio. Passeia pelo mundo numa concha de marfim, puxada por cavalos brancos.

É frequentemente confundida com a sua neta, a nereida Tétis, filha de Dóris (uma das oceânides) e mãe de Aquiles.

terça-feira, 21 de junho de 2011

TITÃS !!




Na árvore genealógica dos deuses, os titãs – que eram 12 – aparecem como descendentes de Urano, relativo ao céu, e Gaia, que representa a terra.

A nomenclatura titã é masculina e a feminina é titânide. Eles foram os antepassados dos deuses olímpicos dos seres mortais. Alguns exemplos de titãs são Oceanus, Céos e Cronos.

O primeiro é referente ao rio que circundava o mundo; o segundo é o representante da inteligência e o último foi quem tirou Urano do trono, tornando rei dos titãs.

E entre as titânides estão Reia, que juntamente com Cronos, seus irmão, tornou-se rainha dos titãs, Tétis – representante do mar – e Mnemosine, que personifica a memória, além de ser mães das Musas (outras entidades mitológicas; são nove) com Zeus.

Dessa primeira geração de titãs surgiram outros, que foram provenientes da união entre titãs e tinânide.

Na mitologia grega a união entre irmãos e parentes era um ato comum.

Exemplos desses matrimônios foram Helios (o sol), Selene (a lua) e Eos (a aurora), frutos da junção entre Téia e Hipérion.

E o casal que recebe maior relevância entre os titãs na mitologia grega foram Reia e Cronos, que geraram seis filhos, dentre eles Hera, deusa rainha do Olimpo, Posêidon deus dos oceanos e Zeus, deus supremo, pai de todos os deuses do Olimpo.

Relacionada a Cronos existem histórias bastante curiosas, uma delas diz respeito à sua responsabilidade, a mando de sua mãe, Gaia, em decepar os órgãos genitais de seu pai, Urano, para que este se afastasse da representante da terra, Gaia.

Outra delas é em relação a seus filhos, dos quais ele tinha medo, achando que pudessem desafiá-lo tendo com disputa o poder do mundo, pertencente a ele. A partir desse receio, Cronos engolia toda sua prole.

Deste fim, seu único filho que conseguiu fugir foi Zeus, com a ajuda da mãe, Reia.

Depois de adulto, Zeus resolveu recuperar seus irmãos que tinham sido engolidos pelo pai, a quem deu uma poção que fez com que ele vomitasse os filhos que estavam dentro de si.

Com a ajuda dos irmãos, Zeus enfrentou Cronos – seu pai – e outros titãs numa guerra sangrenta que teve o deus olímpico como vencedor, que se tornou o chefe de todos os deuses do Olimpo.



AS MOIRAS !!





Na mitologia grega as moiras (em grego antigo Μοῖραι) eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses quanto dos seres humanos, eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos.

Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios, as voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos.

As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.

As moiras eram filhas de Nix.Moira

, no singular, era inicialmente o destino.

Na Ilíada representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica.

Na Odisséia aparecem as fiandeiras.

Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas.

As Moiras eram :
  • Cloto (Κλωθώ; klothó) em grego significa " fiar ", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate. Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.

  • Láquesis (Λάχεσις; láchesis) grego significa " sortear " puxava e enrolava o fio tecido, Láquesis atuava junto com Tyche, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.

  • Átropos (Ἄτροπος; átropos) em grego significa " afastar ", ela cortava o fio da vida, Átropos juntamente a Tânatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.

DEUSA HÉCATE !!




Hécate, Deusa anciã e sábia, de origem grega, preside sobre os caminhos. Conhecida como a Deusa das três passagens, guardiã da casa, Deusa da Magia e protetora das bruxas, assim como de tudo o que era recém nascido.Durante anos foi extensamente cultuada pelos povos antigos como uma bela e poderosa Deusa, atualmente é descrita como uma bruxa velha que meche o caldeirão.

Foi a única dos antigos Titãs que Zeus permitiu que mantivesse sua autoridade, depois que ele obteve o controle do Olímpo. Ele dividia apenas com Hécate, o poder de dar vida humana a qualquer coisa ou de tirar.

Vista como uma Deusa lunar, seus reinos são a terra, o mar e o céu, com o poder de criar e reter tempestades, amante da solidão; uma Deusa virgem. Ainda que vista andando nas estradas ou cemitérios durante a Lua Nova; é descrita como brilhante e luminosa.

Por isso os estudiosos a comparam a Astéria, a Deusa Titã da Luz Brilhante, Deusa Estrela, em relação ao seu aspecto Lunar, pois ambas seriam vistas tardiamente no repouso da terra. Em outro período foi considerada filha de Astéria, e por igual sensibilidade carrega consigo uma tocha para os peregrinos.

Hécate, a Deusa do submundo e dos mortos, simpática e tolerante com aqueles que não tem medo, nem a enxergam de maneira errônea.

Rainha da Noite viajava com fantasmas. Para adquirir sua proteção era comum oferecer o fogo lateral na área esterna da casa, do qual os desabrigados eram os beneficiários reais. Alimentos também eram deixados nas encruzilhadas em sua honra, nas junções onde três estradas convergiam. Erguiam um mastro na interseção e três máscaras eram penduradas para pedir sua orientação sobre o melhor caminho.

Elas também poderiam ser enfeitadas e postas nas entradas das casas e hospedarias, para que Hécate impedisse os espíritos de entrar. Com o tempo foi vista como filha de Hera e Zeus na mitologia grega.

Num mito, ela causou a ira de sua mãe roubando seu rouge, e o escondendo em baixo da cama de uma mulher que dava a luz, o contato com o sangue do nascimento tornou Hécate impura e ela foi mergulhada em Acheron, um dos rios de Hades, para ser limpa, mas acabou sendo afastada do fluxo do rio. O roubo do rouge é uma metáfora para a menopausa de Hera, onde começa então a menstruação de Hécate.

Hera não aceitou estar entrando na menopausa e a responsabilizou. Desta forma se tornou a protetora das mulheres na hora do parto, conferindo saúde e crescimento a criança.

Considerada uma Deusa Tríplice e acompanhada assim com o símbolo da sabedoria, possui o aspecto de donzela, mãe e anciã ao mesmo tempo, tendo desta forma a habilidade de ver em diversos sentidos, até mesmo o passado, o presente, e futuro.

Por esta razão, existem três descrições distintas deste aspecto da Deusa. O primeiro sendo vista com três cabeças; o segundo de uma anciã sozinha acompanhada por três cães sagrados, e o terceiro e ultimo na figura de uma anciã possuindo um cão com três cabeças.

Seu mito mais relevante foi quando Hécate testemunhou a abdução de Perséfone, filha de Demeter, por Hades Deus do inferno, e atuou como mediadora entre eles, barganhando então junto a Zeus um acordo de resgate.

Entretanto Hades durante a despedida, faz com que Perséfone coma sementes de romãs encantadas, o que a obriga a passar a metade de todos os anos com ele no submundo, e a outra metade com sua mãe.

Hécate realiza então a iniciação de Perséfone aos mistérios do submundo, e se torna a sua confidente a acompanhando sempre em seu retorno ao mundo superior.

Hades grato era mais do que hospitaleiro, honrando Hécate como uma proeminente e permanente convidada no mundo espiritual.

Desta forma ela passa a ajudar nos ritos de passagem para o além, e também a preparar a pessoa para seu retorno a próxima vida, em todo o processo de morte e renascimento.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

HÉLIO !!





Hélio é um deus grego do Sol ( o seu nome significa "Sol"). Hélio é notavelmente diferente de Apolo, que é também um Deus solar. É filho dos titãs Hipérion e Téia(ou Tia),tinha como irmãos Eos a Aurora e Selena, a Lua.

O mito grego de Helios conta que esse deus tinha a função de trazer luz e calor aos homens. Percorria o céu num carro de fogo puxado por 4 cavalos brancos, soltando fogo por suas narinas, Pírois, Eoo , Èton e Flégon (nomes relacionados com o fogo e com a luz) .

Todas as manhãs, depois que a Aurora aparecia de madrugada no horizonte no seu carro dourado, Helios saia do Oriente com seu carro e subia até o ponto mais alto do Meio-Dia. Então começava a descer para o Ocidente e mergulhava no oceano ou descansava atrás das montanhas. Foi-lhe dado de presente a ilha de Rhodes.

Nada do que se passa no universo escapa ao seu olhar, sendo frequentemente convocado por outros deuses para servir como testemunha. Mais tarde, o deus Apolo, com outros atributos, um deles o dom da adivinhação, substituiu o deus Helios.

Porém, é do deus Hélios que derivou a palavra ‘heliocêntrico’, isto é, o sistema que concebia o Sol como o centro do Universo (precedeu o sistema geocêntrico, que tinha a Terra como o centro do Universo). Narra a mitologia que a ninfa Clítia, apaixonada por Hélio e por ele desprezada, foi transformada por Apolo em heliotrópio, flor que gira ao longo do dia sobre seu caule, voltada sempre para o Sol.

Na Grécia clássica, Hélio foi cultuado em Corinto e sobretudo em Rodes, ilha que lhe pertencia e onde era considerado o deus principal, honrado anualmente com uma grande festa. Aquelas plantas eram sagradas para Hélio.

Os seus animais sagrados eram o galo e a àguia O famoso Colosso de Rodes, escultura em bronze erguida no século III a.C. e considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo, era uma estátua de Hélio, representado como um belo jovem coroado de raios resplandecentes. É casado com Perseide, filha de Oceano.

Com ela, Hélio teve vários filhos, entre os quais Eetes, Circe e Pasífae . Hélio com a Oceânide Clímene teve sete filhas, as Helíades e um filho, Fáeton.


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PROTEU !!




Proteu é um deus marinho da mitologia grega, filho dos titãs Tétis e Oceano, mas outras versões dizem ainda que é filho de Poseidon e Fênice. Representa o mar calmo e sedutor. Proteu era o pastor dos rebanhos de Poseidon. Como recompensa pelo seu trabalho, Poseidon o presenteou com o dom da premonição.

Graças ao seu dom, muitos o procuravam para saber o que os esperava no futuro. Porém, não lhe era prazeroso contar os acontecimentos vindouros; então, quando algum humano se aproximava, ele fugia ou metamorfoseava-se, assumindo aparências monstruosas e assustadoras. Porém, se o homem fosse corajoso o bastante para passar por isso, ele lhe contava a verdade.

Eidotéia disse a Menelau que, para Proteu contar-lhe seu futuro, era preciso surpreendê-lo durante o sono e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo ou terríveis monstruosidades, mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem.

Menelau seguiu as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Assim que Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir, Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços.

Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia.

No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de recuperar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios.

Um outro Proteu é mencionado por Heródoto como rei do Egito, durante a Guerra de Tróia. Este pode ser identificado com o Faraó Setenáquete, fundador da XX dinastia egípcia.

Proteu teve filhos, dois deles gigantes, Tmolos e Telégono, monstros cruéis que não podendo chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Poseidon, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre elas a ninfa Eidotéia.



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