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sábado, 16 de julho de 2011

SIMBOLOGIA DO MITO !!



Como todos sabemos vampiros 
são criaturas que sobrevivem 
alimentando-se da vitalidade 
dos seres humanos. 


Sua natureza exata 
e a forma com que eles 
absorvem esta vitalidade 
varia conforme a lenda 
que tomamos como base 
mas a versão mais conhecida 
é, com certeza, 
a popularizada por Bram Stoker 
onde o vampiro é um morto-vivo 
que absorve a vida de suas vítimas 
bebendo o seu sangue 
(já uma primeira referência a Lifeforce).




Mas como as histórias costumam 
não ser meramente histórias 
podemos encontrar ocultas 
entre os vários aspectos 
da lenda do vampiro 
várias "pistas" que nos levam 
à lições de simbologia e de magia.







O vampiro 
é constantemente retratado 
de forma sedutora e luxuriosa 
apresentando a primeira e mais óbvia 
relação metafórica 
que podemos delinear 
em torno do mito do vampiro : 
o sexo. 


Talvez isso pareça estranho para alguns 
mas os mais atentos fãs de filmes de terror 
já devem ter reparado as semelhanças 
entre o beijo do vampiro e o ato sexual. 


O êxtase orgástico sentido 
pelas vítimas durante o beijo 
é a primeira dica.


O olhar hipnotizante e fascinador do vampiro 
sobre suas vítimas do sexo oposto 
é mais uma 
(também temos aqui uma referência 
ao olhar do predador sobre sua presa). 



Por fim temos 
o crescimento dos dentes 
como óbvia alusão 
à ereção decorrente 
de uma excitação sexual. 


Todo o processo 
do beijo vampírico 
é um grande símbolo 
para o ato sexual.




Mas e o sangue ? 

Este é o cerne da questão. 

Toda a caçada 
e posterior domínio 
da presa humana 
pelo predador da noite 
tem por objetivo 
sorver seu precioso líquido 
(energia) vital. 






Observado 
sob uma ótica hermética 
o vampiro é um excelente 
símbolo para o desejo. 

O desejo presente 
em todo o ser humano 
constitui uma grande força (libido)
um grande centro de poder, 
que dá ao homem segurança 
e domínio sobre o mundo ao seu redor. 

Mas, ao mesmo tempo, 
o desejo constitui a grande armadilha 
que destitui o homem de seu posto 
de imperador do mundo material 
convertendo-o no mais submisso escravo. 

O desejo esconde, em verdade, 
o maior poder concedido 
pelos deuses ao homem: 
a energia sexual. 


Esta é a energia por traz do desejo. 
Esta é a energia por traz da libido. 
Esta é a energia por traz 
de toda a sensorialidade, prazer e gozo. 


O eixo da roda que gira e move o mundo. 
O ponto central disto que chamamos sexo. 




Ser fascinado pelo vampiro 
é deixar que este se alimente 
de nossa própria energia vital. 

É ser hipnotizado 
pelo nosso próprio desejo, 
tornando-se escravo dele, 
e deixando que nossa energia sexual 
se esvaia nos momentos de êxtase 
do beijo da morte. 




O êxtase é sentido, 
as presas estão prontas, 
e é este o momento chave 
para converter-se em lacaio 
ou para tornar-se 
o senhor dominando 
a besta sedutora. 


Sentir os prazeres da noite 
sem deixar que o sanguinis vitae 
escorra para os lábios do inimigo 
é o grande desafio de todo aquele 
que busca o poder 
sobre a vida e o mundo.





E este é justamente 
o segredo retratado 
no beijo do vampiro. 

Este é o ponto central 
do símbolo mágico e esotérico 
ensinado por este personagem 
e pelo seu mito. 

E se este simbolismo 
for compreendido 
toda a história do vampiro 
toma uma nova dimensão 
ensinando de maneira metafórica 
vários segredos relacionados 
ao esoterismo e ao poder mágico 
guardado em todo o homem 
para o domínio da natureza. 




A compreensão do poder 
contido no sexo 
e das aplicações mágicas 
possíveis a partir desta fonte 
revestem-se sob o manto 
deste símbolo obscuro 
guardando metaforicamente 
a antiga chave secreta 
para a Magia Sexual


Por traz de todo mito 
há um grande 
ensinamento simbólico 
ali guardado. 


Muitos mitos 
também guardam, 
além de sua porção simbólica, 
aspectos mais reais. 




Vampiros não existem, 
não é mesmo ? 

Então como explicar 
a presença do mito do vampiro 
em várias culturas 
ao longo de toda a história 
mantendo sempre 
as mesmas características fundamentais ? 

HUAHUAHUAHUA...





Vários ocultistas apontam 
que o mito do vampiro guarda, 
dentre poucas distorções, 
a descrição de um processo 
mágico e ritualístico 
que confere ao mago 
uma conexão mais real 
com as forças obscuras 
e os poderes da noite. 


Sob esta perspectiva 
todos os símbolos 
envolvendo os poderes 
mantidos pelos vampiros 
e o próprio beijo vampírico 
apresentam narrações reais 
ou bem próximas da realidade. 


Por exemplo : 
alguns mitos dizem 
que vampiros são capazes 
de se transformarem em morcegos 
e voarem até suas vítimas 
durante a noite. 

Temos nisto 
uma clara analogia simbólica 
às projeções astrais, 
onde o vampiro 
poderá voar pela noite.





quarta-feira, 22 de junho de 2011

LENDA DE APOLO E DÁFNE !!





A lenda conta que Apolo, o mais belo deus do Olimpo, autoconfiante com seu arco de prata, irrita Cupido com sua arrogância.

Assim, Cupido teria lançado duas flechas, uma de amor em Apolo e outra de chumbo na ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu, que afastava o amor.

Doente de amor, Apolo começou o assédio sobre Dafne, que recusando todos os pretendentes, não deixou de recusar o belo deus.

Apolo então começou uma perseguição a Dafne, que corria desesperada pela floresta tentando evitá-lo.

Ele estava cada vez mais próximo de seu objetivo quando Dafne suplica ao seu pai, ao vê-lo entre as árvores, que parasse com o sofrimento.

Peneu então, vendo que Apolo já tocava os cabelos da filha, a enfeitiça.

Dafne sente seu corpo adormecer, sua pele se transformando em casca, os cabelos em folhas, os braços enrijeceram e viraram galhos, os pés fincaram-se no chão virando raízes.

Transtornado, Apolo se agarra à árvore que fora seu grande amor e chora, dizendo que os ramos do loureiro sempre o acompanharão em sua coroa verde e vistosa, participando de seus triunfos eternamente.

Dessa maneira, os ramos de loureiro ficaram associados a Apolo, tanto que nos Jogos Olímpicos ele ainda constitui parte do prêmio.


http://www.wga.hu/art/m/maratti/apollo_d.jpg


http://images.gfxartist.com/images/ArtworkItem/full/181369.jpg

PIGMALEÃO !!





Segundo a mitologia grega, Pigmalião era rei de Chipre e um excelente escultor.

Optou por viver isolado, mergulhado no seu trabalho, por pretender viver em celibato por não concordar com a atitude libertina das mulheres da sua terra.

Sensível, decidiu esculpir uma imagem onde pretendeu retratar a mulher ideal.

A estátuta de tão viva e esbelta que era, acabou por desencadear a paixão do seu autor.

Com o exarcebar do sentimento, Pigmaleão implorou à deusa Afrodite uma mulher igual.

A deusa não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, transformou a estátua numa mulher de carne e osso chamada Galatéia que se tornou sua esposa, e tiveram um filho chamado Pafos.

O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas.

Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.


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DIA DOS NAMORADOS !!





Aqui no Brasil se comemora o dia dos namorados no dia 12 de junho, véspera da festa de Santo Antônio, padroeiro dos casamentos e santo casamenteiro.

Mas em grande parte do mundo ( como EUA, Itália e Canadá ), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim ( São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos ), um santo devotado à idéia do amor.

O Dia dos Namorados é celebrado naquele que até 1969, era o Dia de São Valentim.

No entanto a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos cujas origens não são claras.

Isto porque até nós chegaram relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, directamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro.

As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento.

O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês.

A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data.

A dúvida persiste no entanto, em saber a qual dos santos se refere este dia. Muitos acreditam tratar-se de um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II.

A lenda diz que o imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados.

Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam.

Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c.

Outra lenda diz que um outro padre católico se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo.

Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: " Do teu valentim " (em inglês, " from your Valentine " ), antes da sua execução, também em meados do século III...

Nesta lenda, a conotação do dia e do amor que ele representa não se relaciona tanto com a paixão, mas mais com o " amor cristão " uma vez que ele foi executado e feito mártir pela sua recusa em rejeitar a sua religião.



GNOMOS !!





Os gnomos são espíritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra.

A origem das lendas dos gnomos terá muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinávia.

Com a evolução dos contos, o gnomo tornou-se na imaginação popular um anão,velhinhos de cara enrugada e roupa suja e amassada.

É comum serem representados como seres mágicos não só protetores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento.

Conta-se que foram os primeiros habitantes do mundo.Vivem uns seiscentos anos, mas morrem como os humanos.Vivem debaixo da terra e adoram trabalhar.

Transformam rochas em cristais e dão brilho e cor a todas as pedras preciosas.Também fertilizam a terra e a deixam macia para que as sementes fiquem bem acomodadas.

O gnomos gostam tanto de certas pedras que, às vezes, vão morar dentro delas, pessoas afirmam que de noite, costumam ouvir ronquinhos saindo de seus cristais.

Muitas bruxas usam bola de cristal para ver o futuro. O que pouca gente sabe é que são os gnomas que moram dentro das bolas e contam tudo para elas.

Eles nos observamde longe e ás vezes escolhem certas crianças especiais para acompanhar durante toda a vida.

Na mitologia nórdica, os gnomos confundem-se com a tradição dos anões, pelo que não é invulgar associa-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e não suportam a luz do sol.

No conceito geral, têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, explorando os mais ricos minérios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor.

Como são difíceis de ver, simbolizam o ser invisível que através do inconsciente ou da imaginação e visão onírica tornam visíveis os objectos e materiais desejados pela cobiça humana.

São os guardiões de tesouros íntimos da humanidade.

Por vezes um gnomo capturado pode conceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldição.

Tal atitude deve-se ao facto que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia e, por isso, na imaginação popular da cultura europeia mediterrânea o gnomo é feio, disforme e malicioso.




terça-feira, 21 de junho de 2011

A LENDA DA GRUTA QUE CHORA !!







Diz a lenda que nesta gruta habitava um monstro que se transformava em homem todas as noites. Havia alí uma linda jovem que se apaixonou por este homem permitindo que ele entrasse em seu quarto todas as noites.

Logo sua mãe percebeu que havia algo errado já que a jovem Iracema sentia sono durante o dia, conversou com seu esposo sobre tal desconfiança, o pai de Iracema resolveu então que iria investigar. Ao cair a noite este ficou espionando até que viu tal rapaz entrando no quarto de Iracema.

Espantado, o seguiu e viu quando ele entrou na gruta e se transformou em um monstro horrível com cabeça de dragão e corpo de serpente.

Sem saber o que fazer ele procurou Frei Bartolomeu que estava na região em homenagem ao centenário do Padre José de Anchieta. o frei e a comunidade vieram até o local e jogaram alí água benta expulsando tal monstro que se foi para nunca mais voltar.

Iracema que apaixonada já não seria feliz sem seu amado e adentrou à gruta, segundo antigos moradores Iracema continua lá até hoje e chora a cada vêz que ouve vozes porque pensa que pode ser seu amado que volta para estar com ela.

Pobre Iracema ! Muitos visitantes vem em busca destas lágrimas que acreditam estarem misturadas à água benta deixada pelo Frei Bartolomeu. Dizem até que estas lágrimas são capazes de realizar sonhos românticos.



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Contam lá nas bandas da Sununga que há bastante tempo um moça muito bonita, de nome Marcelina, vivia com sua mãe na mais completa alegria.

A jovem tinha a pele suavemente morena, olhos claros e cabelos negros, era belíssimo seu corpo de menina nova, graciosa como o quê.

De uma hora para outra, sem que nada acontecesse, Marcelina deixou-se cair prostrada em sua cama simples, sem vontade nenhuma, nem sorrir a bela moça queria.

Sua mãe, Sinhá Anália, já havia percebido, não sem preocupação, que a menina estava diferente e parecia piorar conforme os dias se sucediam.

Tentou de tudo, chás de ervas, banhos de folhas e flores, mas nada fazia efeito.

Sinhá Anália contava para as comadres o que estava acontecendo com sua menina e todos diziam que era problema de idade.

Inconformada, perguntava à filha o que estava acontecendo, mas a menina era categórica, jurava que nada havia de errado e que comia pouco ou quase nada para não ficar gorda como umas mulheres que vira na cidade certa vez.

Não podia ser normal aquilo, Sinha Anália bem o sabia, ainda mais depois que virou rotina acordar durante a madrugada com os soluços da filha.

Como pensasse que era tristeza, conteve ao máximo seu ímpeto de correr ao quarto de Marcelina para saber o que se passava.

Até que não resistiu e surpreendeu a moça soluçando palavras desconexas, como se pedisse para alguém não partir.

A garota estava sozinha no quarto!

Depois de ser flagrada pela mãe, não restou alternativa a não ser contar a verdade.

Foi com perplexidade que a mulher ouviu palavra por palavra, tudo meio sem nexo, sobre a história do dragão que morava na Toca da Sununga. Todo mundo conhecia o caso na região e até mesmo evitava passar por aquelas bandas.

Os pescadores nem se atreviam a chegar perto porque as ondas gigantes engoliam canoa, rede, tudo.

As pessoas sabiam que o tal monstro existia, mas só Seu Antero tinha visto.

Era um bicho horroroso, tinha metade do corpo de dragão e a outra metade era roliça, como uma cobra, e se rastejava no chão.

Pois bem, desde que Seu Antero falou do dragão que vivia na gruta, Marcelina não parou de pensar nele, com um misto de medo e curiosidade.

Contou à mãe que de tanto pensar no bicho, ele foi lá ter com ela, entrou no quarto no meio da madrugada.

Vendo o assombro de Sinhá Anália, tentou acalmar a mãe, já idosa, dizendo que ele ficou encolhido, tão pequeno, que parecia não fazer mal a ninguém, até que virou um homem.

A mulher não podia crer no que estava ouvindo, era loucura da sua filha, teria que chamar um doutor, aquilo de mostro virar homem não era certo, ainda mais dentro de sua própria casa.

Depois falou que tinha passado a noite embalada nos braços daquele lindo moço de olhos claros.

Mesmo depois de uma noite tão especial, a garota sentiu-se infeliz porque o moço partiu logo ao amanhecer, quando o galo cantou três vezes.

Ela ficou no quarto chorando, sem disposição para nada, só pensava em esperar a noite chegar para receber a visita do amado.

Agoniada, a mãe da jovem, só podia rezar para todos os santos que conhecia, até promessa fez.

Demorou muito tempo para aparecer um velho pobre, andarilho, batendo à porta de Sinha Anália em busca de um prato de comida.

Ao entrar na casa, como faltasse assunto, a mulher foi logo narrando o drama de sua filha.

Ouviu calado, inexpressivo, e ao fim do relato, disse já ter ouvido, bem longe dali, falar do monstro que atormentava a população daquele bairro.

Por tal motivo ele estava lá, para expulsar aquela criatura do mal.

Era uma espécie de mago e sabia como fazer isto.

Logo o bairro todo estava sabendo da vinda do ancião e na manhã seguinte todos se acotovelavam em frente à Toca da Sununga.

Já no local, o pobre monge ergueu os braços e fez o sinal da cruz, acompanhado de todos que estavam lá, fez uma prece ao Senhor e espargiu sobre a pedra que forma a toca um pouco da água que carregava consigo.

Para espanto dos presentes, imediatamente um trovão violento fez estremecer a terra, e o mar se agitou violentamente, avançando sobre a praia, chegando a bater nas rochas.

Depois as águas recuaram e o mar abriu-se ao meio, bem em frente à toca, por onde o mostro passou, horripilante, rugindo, para se esconder definitivamente nas profundezas do oceano.

Ninguém mais até hora ouviu falar do dragão. Dizem que Marcelina viveu por muito tempo, acanhada e triste, porém bela como sempre fora!


“ Hoje, quem se postar no interior da lendária gruta, perceberá cair lá de cima, das ranhuras da pedra, uma seqüência de pequeninas gotas que se infiltram na areia branca e fina que alcatifa o chão.

Dizem alguns que são remanescentes gotas da água benta espargida pelo monge, que ainda caem a fim de que o dragão jamais possa voltar.

Outros, porém, afirmam que são lágrimas de Marcelina, que lá voltou muitas vezes na esperança de que o dragão, feito moço bonito, ainda voltasse para ficar com ela a noite inteira até os albores da manhã ! ”.


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