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sábado, 6 de agosto de 2011

EM BUSCA DA IMORTALIDADE !!











A ciência acaba de decifrar um mecanismo de ressuscitação que é um marco científico extraordinário. 
O autor dessa descoberta é o biólogo franco-croata Miroslav Radman, de 62 anos, que conseguiu descobrir o processo de ressurreição de uma bactéria, Deinococcus, que mesmo depois de morta é capaz de voltar à vida em poucas horas.

Essa assombrosa capacidade permite-lhe resistir em condições extremas e até sobreviver a um nível de radiação mortal para 5000 homens. 

Depois desse tratamento, que estoura os seus cromossomos em centenas de fragmentos, a bactéria é capaz de reparar o seu código genético para regressar à vida.

A descoberta abre perspectivas tão interessantes para a ciência que a revista Nature dedicou um grande espaço à descoberta de Radman e a sua equipa de quatro cientistas da Unidade 571 do Instituto Nacional da Saúde e de Investigação Médica, da França.

Esse interesse é explicado pelas possibilidades que abre à medicina regenerativa. 

Para o cientista este é o primeiro passo no terreno da reconstituição neuronal e cardíaca. 
E a partir daí tudo seria possível, até a vida eterna. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

METAMATERIAL PLANO LEVA ÓPTICA À ESCALA ATÔMICA !!


Como são planos, os padrões do metamaterial
seriam obtidos com a incorporação
de "inclusões" no grafeno, em um processo parecido
com a dopagem usada na fabricação
de semicondutores, criando o que os cientistas
chamam de "meta-moléculas".




Metamateriais de grafeno


Os metamateriais têm estado presentes nas manchetes há alguns anos, graças às pesquisas com os chamados mantos da invisibilidade.

Esses materiais artificiais são construídos unindo unidades fundamentais, geralmente derivadas matematicamente, para formar um material com propriedades que não podem ser encontradas em nenhum material natural.

As propriedades do material em macroescala derivam do padrão, do formato e do tamanho desses blocos fundamentais - a propriedade mais explorada dos metamateriais tem sido a forma como eles interagem com as ondas eletromagnéticas ou acústicas.

Agora, dois pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, estão propondo a criação de metamateriais planos.

Essas estruturas bidimensionais seriam construídas com outra estrela do mundo científico, o grafeno, uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura.



Meta-moléculas


As propriedades do metamaterial plano, segundo Nader Engheta e Ashkan Vakil, podem ser obtidas controlando a condutividade elétrica das folhas de grafeno.

Como são planos, os padrões do metamaterial seriam obtidos com a incorporação de "inclusões" no grafeno, em um processo parecido com a dopagem usada na fabricação de semicondutores, criando o que os cientistas chamam de "meta-moléculas".

"Projetando as propriedades das inclusões, assim como seus formatos e densidades, você obtém no material como um todo algo que é incomum ou mesmo não disponível na natureza," afirmam os pesquisadores.

Como nos metamateriais 3-D, as propriedades incomuns estariam associadas com a manipulação das ondas eletromagnéticas, sobretudo na faixa do infravermelho.

A alteração do formato, velocidade e direção das ondas eletromagnéticas usando esses materiais sintéticos compõe um novo campo de pesquisas, chamado óptica transformacional, com aplicações que vão das telecomunicações à geração de imagens médicas.




Entre as aplicações dos metamateriais
de grafeno estão lentes com apenas
um átomo de espessura, capazes de
focalizar a luz em espaços em escala atômica.



Entre as aplicações dos metamateriais de grafeno estão lentes com apenas um átomo de espessura, capazes de focalizar a luz em espaços em escala atômica.

Outra possibilidade é o cálculo de transformadas de Fourier, um aspecto fundamental do processamento de sinais, algo presente em todos os aparelhos eletrônicos que lidam com componentes de áudio ou vídeo.

"Isso vai abrir caminho para os dispositivos ópticos mais finos que se possa imaginar," disse Engheta. "Você não vai conseguir nada mais fino do que um átomo!"

Mesmo que alcancem vários átomos, materiais com espessura tão fina - os chamados filmes - têm a vantagem de serem transparentes, abrindo novas possibilidades de avanços na eletrônica de consumo.



Fibra óptica atômica


Os exemplos que Engheta e Vakil demonstraram com modelos de computador incluem uma folha de grafeno com duas áreas com condutividades diferentes, uma capaz de transmitir uma onda, e outra sem essa capacidade.

A fronteira entre as duas áreas atua como um muro, capaz de refletir uma onda eletromagnética dirigida sobre o grafeno de forma muito parecida com o que ocorre no espaço tridimensional de um metamaterial 3-D.

Outro exemplo envolve três regiões, uma que pode suportar uma onda, rodeada por duas outras que não podem. Isso produz um "guia de ondas", que funciona como uma espécie de cabo de fibra óptica com um átomo de espessura.



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ECONOMIA DO FUTURO : DINHEIRO VIRTUAL QUER VIRAR DINHEIRO VIVO !!



Se o sistema realmente decolar,
os governos provavelmente reagirão
frente a uma nova forma de circulação
de riquezas que não pode ser controlada,
tornando impossível a cobrança de impostos.




Dinheiro virtual


As redes ponto a ponto (P2P), como Napster e Skype, já transformaram as indústrias da música e das telecomunicações.

Mas será que um rede ponto a ponto poderia mexer com o todo-poderoso sistema financeiro?

É isto o que está propondo um grupo de ativistas da internet e da liberdade civil.

O grupo está propondo a criação de uma nova moeda, que seria criada e distribuída por uma rede ponto a ponto batizada de Bitcoin - uma união dos termos bit e coin, moeda em inglês.

Esse dinheiro virtual já está sendo aceito para o pagamento de alguns bens e serviços. E tem gente afirmando que já está vivendo dele.



Bitcoin


Veja como funciona a rede Bitcoin.

Tal como acontece com o Skype, cada usuário do Bitcoin baixa e executa um programa cliente P2P no seu PC, que se comunica com os programas similares que estão sendo executados por outros usuários.

O passo seguinte é uma autêntica loteria: o programa em cada cliente P2P executa uma rotina matemática que tenta gerar um número menor do que um dado-alvo que muda constantemente.

A cada 10 minutos, um cliente consegue isto e é recompensado com uma certa quantidade de dinheiro virtual - atualmente 50 bitcoins (BTC).

É assim que são "impressos" os bitcoins.



Garimpeiros


Como ganhar a sorte grande desta forma se parece muito com procurar ouro, os usuários do Bitcoin estão sendo chamados de miners, num sentido que em português é melhor expresso por garimpeiro.

O bitcoins assim embolsados podem então ser usado para comprar serviços, como web design, ou vários tipos de produtos, que já incluem de camisetas a café moído.

Os garimpeiros podem fazer os pagamentos enviando seus bitcoins para outro endereço da rede P2P - uma sequência de caracteres alfanuméricos - que serve de chave pública em um sistema de criptografia.



Economia virtual


O "lastro" dos bitcoins está tanto na economia quanto no dinheiro real, emitido pelos bancos centrais: eles têm valor simplesmente porque as pessoas estão dispostas a aceitá-los como pagamento de bens e serviços reais ou trocá-los por notas e moedas tradicionais.

Os Bitcoins podem ser trocados por moeda convencional a uma taxa que está oscilando em torno de 1 BTC para cada 8 dólares.

Isso dá à "economia Bitcoin" um valor de cerca de US$ 50 milhões.

"A idéia do dinheiro criado e controlado por todos, em vez da elite dos bancos centrais, parece encontrar eco em um monte de pessoas em todo o mundo", diz Gavin Andresen, o principal desenvolvedor do projeto Bitcoin, que vive em Massachusetts, nos Estados Unidos.

As origens do Bitcoin não são claras: o programador original do sistema é Satoshi Nakamoto, mas ele não é mais um colaborador ativo. "Eu não sei nada sobre ele, e nunca o conheci", disse Andresen.

A natureza anônima do sistema P2P torna impossível saber quantos garimpeiros há atualmente - o conjunto de clientes Bitcoin está processando dados a uma taxa equivalente a mais de 50.000 processadores gráficos estado-da-arte.

O calcanhar de Aquiles do sistema pode estar justamente no seu crescimento: quanto maior for a rede, mais difícil será ganhar os bitcoins no sorteio. Deixar o computador rodando em tempo integral à espera da sorte pode sair mais caro do que os prêmios.

E a ideia parece ser que cada bitcoin valha cada vez mais: há atualmente 6,3 milhões de BTC em circulação, e os gerentes da rede calculam alcançar 21 milhões em 2140.



Legalidade


" Eu tenho vivido de bitcoins há cerca de meio ano," garante Nils Schneider, um desenvolvedor que aceita bitcoins em pagamento de web design e outros serviços.

Ele converte alguns dos seus rendimentos em dólares dos EUA, usando sites como o MtGox.com, que é dirigido por Mark Karpeles em Tóquio, no Japão. Karpeles cobra uma taxa de 0,65 por cento, e está ganhando 2.000 dólares por dia, juntamente com o equivalente em bitcoins.

" Toda a receita é reinvestida na tentativa de tornar a nossa empresa e os bitcoins legais no maior número possível de lugares," diz ele.

Como nas demais redes P2P, a legalidade é uma preocupação real: se o sistema realmente decolar, os governos provavelmente reagirão frente a uma nova forma de circulação de riquezas que não pode ser controlada, tornando impossível a cobrança de impostos.




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ROUPA INTERATIVA REPRODUZ MEMÓRIAS DE SER AUSENTE !!


A "narrativa" que o usuário da roupa
vai receber pode ser programada intencionalmente
para reproduzir um determinado estado emotivo.




Ser Ausente


Futurólogos de todos os matizes propõem que, em um futuro não especificado, será possível fazer odownload de todas as memórias de uma pessoa.

Fazer o upload dessas memórias para um robô é visto por eles como um "passo natural" rumo à eternidade, criando um "você artificial".

Duas cientistas agora decidiram unir ciência e arte para inverter tudo: bem mais com os pés no chão, e usando apenas a tecnologia já disponível, elas criaram um "ser ausente".

Deixando a consciência por conta do "ser presente" - o usuário que fará uso da roupa inteligente que contém o "ego do ser ausente" - Barbara Layne e Janis Jefferies preferiram centrar sua atenção nos sentidos.



Roupa interativa


As pesquisadoras desenvolveram um conceito altamente sofisticado de roupa interativa que é capaz de "transferir a memória" de uma pessoa para outra. A memória - algo como o estado emotivo - da pessoa deve ser previamente gravada pelo equipamento.

Quando alguém veste a roupa inteligente, seu próprio estado físico e emocional ativa a transferência da "memória sensorial" do usuário original - o ser ausente - para o novo usuário.

Batizado de Wearable Absence (ausência de vestir, em tradução livre) o sistema combina biossensores, adaptadores, sistemas de conexão sem fios e cabos flexíveis, tudo embutido em uma jaqueta.

Segundo as pesquisadoras, "o protótipo de roupa inteligente incorpora tecnologias sem fio e biossensores para ativar um rico banco de dados de imagens e sons, criando uma narrativa, ou uma sequência de mensagens, criadas pela 'pessoa ausente'."





Os dados são enviados por uma conexão
sem fios para um banco de dados.
Mais tarde, esses registros podem ser
enviados de volta à roupa,
reproduzindo as sensações do ser ausente.



Download de memória

Os sensores sem fio e os biossensores são embutidos na roupa, gravando a temperatura corporal, a frequência cardíaca, a resposta galvânica da pele (sua umidade) e o ritmo respiratório do usuário.

Os dados são enviados por uma conexão sem fios para um banco de dados. Mais tarde, esses registros podem ser enviados de volta à roupa, reproduzindo as sensações do ser ausente.

As mensagens, que trazem de volta as memórias da pessoa ausente, podem incluir gravações de voz ou músicas, reproduzidas em alto-falantes incorporados nos ombros da roupa.

Uma matriz de LEDs flexíveis, instalada nos braços, pode reproduzir pequenas mensagens, fotos ou mesmo vídeos.



Melhoria da experiência humana


A "narrativa" que o usuário da roupa vai receber pode ser programada intencionalmente para reproduzir um determinado estado emotivo.

Por exemplo, se o usuário da roupa estiver passando por um certo estado emocional, como estresse, tristeza ou desespero, os biossensores e os atuadores podem transmitir-lhe uma série de mensagens - tais como fotos, textos e gravações - para proporcionar calma e conforto.

"Esta combinação única da arte têxtil, do mapeamento emocional e das tecnologias de reação positiva, pode otimizar a experiência humana, com enorme potencial para as áreas de saúde e bem-estar," afirmam as pesquisadoras.




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MÁQUINA DE ALGODÃO-DOCE " HIGH TECH " LEVA NANOFIBRAS PARA A INDÚSTRIA !!




Esquerda : diagrama da máquina de algodão-doce high-tech.
Direita : no alto, as fibras que saíram da máquina e,
embaixo, as nanofibras vistas ao microscópio.





Com um conceito que pode ser classificado em algum lugar entre uma máquina de algodão-doce e uma centrífuga de alta rotação, engenheiros da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram uma nova tecnologia capaz de fabricar nanofibras com alta produtividade.



Nanofibras


As nanofibras - fibras com dimensões de alguns nanômetros - têm o potencial para servir de matéria-prima para a produção de materiais muito mais fortes e resistentes, bem como de tecidos biológicos.

Mas tecê-las em dimensões úteis era um desafio até hoje sem solução.

Exatamente como uma máquina de algodão-doce "reconstrói" os grãos de açúcar, fazendo-os formar fibras, o novo equipamento rotativo retorce e une as fibras individuais de polímeros, cada uma medindo cerca de 100 nanômetros de diâmetro.



Nanotecnologia na indústria


Segundo Mohammad Badrossamay, coordenador da pesquisa, o equipamento poderá marcar um verdadeiro boom na utilização da nanotecnologia na indústria, com aplicações potenciais que vão da construção de órgãos artificiais e o desenvolvimento de tecidos para implantes, até a fabricação de filtros de ar mais eficazes e até de roupas mais leves e mais resistentes.

"Nossa técnica será muito útil na indústria, já que máquinas simples poderão facilmente permitir a fabricação de nanofibras em qualquer laboratório. De fato, com esta técnica nós alcançamos o objetivo final de fabricar nanotêxteis," diz Kevin Parker, coautor da pesquisa.



Eletrofiação


Hoje o método mais usado para a fabricação de nanofibras é a eletrofiação, que consiste em dirigir uma alta tensão elétrica sobre gotas de polímero líquido para arrancar filamentos em nanoescala.

Apesar de eficaz, a eletrofiação não permite controle sobre o processo de fabricação, além de sua produtividade ser baixa demais para aplicações industriais.



Fabricação de nanofibras


Ao girar no interior da nova centrífuga, o polímero se estica de forma muito parecida com o açúcar derretido que começa a secar e se transformar em finíssimos fios, parecidos com seda.

Como na máquina de algodão-doce, as nanofibras são extrudados através de um bocal por uma combinação de pressões hidrostática e centrífuga. O resultado são fibras padronizadas em nanoescala, mas que atingem até 10 centímetros de diâmetro.

Mais importante, a técnica possibilita um alto grau de flexibilidade na produção, já que o diâmetro das fibras pode ser facilmente manipulado e as estruturas resultantes podem ser integradas em uma estrutura tridimensional, ou em qualquer outro formato, simplesmente variando a forma como a fibras são coletadas.


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ALGODÃO QUE CONDUZ ELETRICIDADE TÉCE PRIMEIRAS ROUPAS MULTIFUNCIONAIS !!



A tecnologia para transformar as fibras
de algodão em fios elétricos consiste
no seu revestimento com nanopartículas
condutoras de eletricidade.



Roupas funcionais


Em um futuro próximo, quando você for escolher uma camiseta ou outra peça de roupa, ou mesmo roupas de cama, poderá não ser a grife, a cor, ou nem mesmo a estampa, o que lhe fará decidir entre um modelo e outro.

Você poderá estar interessado, por exemplo, em uma camiseta de algodão que possa monitorar seus batimentos cardíacos, sua frequência respiratória e sua pressão arterial. Ou talvez analisar as toxinas liberadas pelo seu suor.

Mas haverá opções. Como roupas que coletam a luz solar ou geram energia a partir do movimento do seu corpo para recarregar seu celular ou seu iPod. Que tal então uma fronha que monitore suas ondas cerebrais? Ou um lençol que o aqueça ou refrigere de acordo com a temperatura ambiente?



Algodão condutor


Estas possibilidades ainda estão no futuro, mas um futuro cada vez mais próximo, graças ao trabalho da equipe do professor Juan Hinestroza, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Hinestroza e seus colegas já haviam recoberto fibras sintéticas com nanopartículas, criando tecidos funcionais que podem ser utilizados para fabricar uma roupa antibacteriana que protege contra gripes, resfriados e até poluição.

Agora eles adotaram um enfoque mais naturalista, e decidiram trabalhar com fios de algodão.

O resultado são fibras naturais de algodão capazes de conduzir eletricidade tão bem quanto fios de metal da mesma espessura, sem perder a flexibilidade e a leveza que dão o conforto das roupas de algodão.



Roupa que gera energia


Segundo os pesquisadores, a tecnologia funciona tão bem que simples nós são capazes de completar um circuito elétrico funcional. Para demonstrar isto, eles produziram uma roupa de algodão feita com as fibras funcionalizadas que captura energia solar e a fornece a um dispositivo qualquer, como um recarregador de celular, por exemplo.

A roupa que gera energia será apresentada ao público pela primeira vez no próximo final de semana (13/03), durante o Cornell Design League Fashion Show, um evento promovido pela própria universidade.



Fios de algodão com nanopartículas


A tecnologia para transformar as fibras de algodão em fios elétricos consiste no seu revestimento com nanopartículas condutoras de eletricidade.

"Nós agora podemos ter seções de um tecido de algodão fabricado por técnicas convencionais que sejam condutoras, abrindo um leque impensável de aplicações," diz Hinestroza, que chegou aos resultados por meio de uma colaboração com colegas das universidades de Bologna e Cagliari, na Itália.

Segundo o pesquisador, o tecido feito com as novas fibras de algodão, além de conduzir eletricidade, mantém sua flexibilidade, sua leveza e é igualmente confortável.

" Tecnologias anteriores já obtiveram a condutividade [em tecidos] mas as fibras resultantes tornam-se rígidas e pesadas. Nossa nova técnica deixa nossos fios totalmente adequados para o processamento normal dos tecidos, com a tecelagem, a costura ou até o bordado," diz o pesquisador.



Roupas inteligentes


Para demonstrar que a tecnologia já superou a fase da teoria, Abbey Liebman, pesquisadora do laboratório de Hinestroza, projetou uma camiseta que utiliza células solares flexíveis que geram eletricidade, disponibilizando-a em um recarregador USB fixado na cintura da roupa.

A energia gerada é suficiente para alimentar um telefone celular ou um tocador de MP3. E não há fios metálicos conectando as células solares e nem ligando-as ao recarregador USB - somente fios de algodão desenvolvidos com a nova técnica.

"Em vez de fios convencionais, nós estamos usando nosso algodão condutor para transmitir a eletricidade, de forma que nossos fios condutores se tornam parte da roupa," conclui Hinestroza.

Outras tecnologias rumo às "roupas inteligentes" incluem nanofibras que geram energia do movimento, biossensores para monitorar o estado de saúde e monitores de saúde ultrafinos e flexíveis.

O algodão parece mesmo estar em alta junto à alta tecnologia. Há poucos dias, pesquisadores construíram um biochip com linha de costura, feito com agulha de costura e fios de algodão, capaz de realizar exames de laboratório.




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NASA FABRICA FIBRAS DE UM DOS MATERIAIS MAIS DUROS DO MUNDO !!


Moeda suspensa por um fio tecido
com as novas fibras de material super duro.


Imagine um material virtualmente tão duro quanto o diamante, só que mais resistente a altas temperaturas, e que esteja disponível na forma de fios flexíveis, que possam ser tecidos na forma de roupas para proteção, para revestir naves espaciais ou para recobrir qualquer peça, em qualquer formato.

Essa possibilidade acaba de ser demonstrada, com o desenvolvimento de uma técnica que permite fiar um dos materiais mais duros disponíveis atualmente.



Nitreto de boro


Procure por materiais duros, daqueles que se aproximam da dureza do diamante, e certamente você encontrará o boro entre eles. Mais especificamente, o nitreto de boro.

O nitreto de boro é um composto onde boro e nitrogênio se unem somente por ligações covalentes. Ele não conduz eletricidade, mas conduz calor tão bem quanto os metais. É um pouco menos duro do que o diamante, mas mais estável, mantendo a dureza até 2.000 ºC, enquanto o diamante desfaz-se em grafite a cerca de 900 ºC.



Fios ultraduros


O nitreto de boro, ao ser sintetizado, tem a forma de um pó branco, que pode ser usado para fabricar cerâmicas extremamente duras, com várias aplicações industriais.

Materiais ultraduros são importantes para fabricação e revestimento de ferramentas, como proteção em escudos e roupas à prova de balas, no revestimento de peças industriais sujeitas a forte abrasão, como protetores contra radiação e contra o choque de micrometeoritos no espaço, apenas para citar algumas aplicações.

Agora, imagine dispor desse mesmo material, com as mesmas propriedades, na forma de fios. Fios podem ser tecidos nos mais diversos formatos e com total flexibilidade. Eles podem ser incorporados em resinas para formar peças complexas. Enfim, as aplicações industriais são incontáveis.



Nanotubos de nitreto de boro


Foi justamente isso o que conseguiram cientistas de vários laboratórios, trabalhando sob a coordenação do Centro de Pesquisas Langley, da NASA.

Os cientistas desenvolveram uma técnica para sintetizar nanotubos de nitreto de boro de alta qualidade. Os nanotubos são altamente cristalinos, sem impurezas, extremamente finos e muito resistentes.










É possível usar as técnicas comuns
de tecelagem para unir os nanotubos
do material super duro em fibras e tecidos,
para fabricar coisas como coletes
à prova de balas e células solares.


"Eles são grandes e macios, parecidos com tecido," explica Kevin Jordan, um dos responsáveis pela pesquisa. "Isto significa que você pode usar as técnicas comuns de tecelagem para uni-los em fibras e tecidos, para fabricar coisas como coletes à prova de balas e células solares."

Embora sejam nanotubos, eles são grandes o suficiente para serem tecidos em fibras macroscópicas. Neste primeiro experimento, os cientistas produziram fibras de alguns centímetros de comprimento e 1 milímetro de diâmetro.



Método vapor/condensador pressurizado


Para fabricar os nanotubos de nitreto de boro, os cientistas dispararam um feixe de laser sobre uma amostra de boro no interior de uma câmara de pressão cheia de nitrogênio. O laser vaporiza o alvo, formando uma nuvem de gás de boro.

Um condensador, um fio de metal resfriado, é inserido no meio da nuvem de boro, resfriando-o e causando a formação de gotas. Essas gotas combinam-se com o nitrogênio e formam os nanotubos de nitreto de boro espontaneamente, sem necessidade de nenhuma manipulação adicional.

A técnica de fabricação foi chamada de método vapor/condensador pressurizado (PVC - pressurized Vapor/Condenser).



Estudos práticos


Os pesquisadores afirmam que o próximo passo será testar as propriedades das fibras de nitreto de boro para determinar os melhores usos potenciais para o novo material. Eles também estão trabalhando para otimizar o processo de produção e aumentar a quantidade produzida em cada lote.

"A teoria nos garante que esses nanotubos de nitreto de boro têm aplicações no campo da energia, das aplicações biomédicas e, obviamente, aplicações aeroespaciais," disse Jordan.

Como somente agora começarão as pesquisas voltadas às aplicações práticas, é normal que algumas dessas possibilidades sejam descartadas conforme o material seja mais conhecido. Mas outras possam surgir.

"Algumas aplicações valerão a pena o esforço, outras não," afirma Mike Smith. "Mas nós não saberemos disso até que possamos colocar o material em boas quantidades nas mãos de outros pesquisadores."

RESÍDUO DE EXTRAÇÃO DE ÓLEO DE EUCALIPTO VIRA CORANTE NATURAL PARA TECIDOS !!


Corante natural


A extração de óleo essencial das folhas de eucalipto gera um resíduo efluente que não é aproveitado pela indústria.

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, decidiram então testar o emprego desse resíduo como corante natural para tingimento de tecidos de algodão.

O estudo comprovou seu potencial de uso, apresentando como principal vantagem nos tecidos finais tingidos a solidez de cor à luz e a lavagem em níveis aceitáveis pela indústria têxtil. Tecido tingido com uso de corante natural apresenta coloração bege



Óleo de eucalipto


O óleo essencial de eucalipto é empregado principalmente em produtos de limpeza.

"As folhas, colocadas em um recipiente, chamado dorna, são submetidas a pressão com vapor de água," conta a engenheira florestal Ticiane Rossi, que realizou a pesquisa, sob orientação do professor José Otávio Brito, da Esalq. "O óleo é extraído por destilação, gerando na dorna um resíduo aquoso, de coloração enegrecida", relata.

O resíduo normalmente é descartado na natureza. "O resíduo pode ser utilizado in natura ou passar por um processo de concentração para tingir os tecidos", diz Ticiane.

Por meio da técnica de concentração, é possível reduzir o volume do efluente. "Isto gera uma diminuição de custos no transporte da matéria-prima para a indústria têxtil", explica a engenheira florestal. Após o tingimento por esgotamento, processo adotado habitualmente nas indústrias, o tecido adquire coloração bege, sem necessidade de mordentes (sais metálicos) para fixar a cor.



Tingimento de tecidos


Segundo a pesquisadora, a fixação natural do corante ao tecido apresenta solidez da cor no produto final, desde que usado em dosagens adequadas. "Com o uso de mordentes, pode-se obter um tecido com outras opções de tonalidades", conta, "mas no estudo apenas foi avaliado o tingimento natural, sem mordentes, para minimizar o impacto ambiental do processo".

A pesquisa testou o uso do resíduo em tecidos de algodão, por ser a fibra natural utilizada no Brasil e no mundo, e a mais difícil de tingir. "Entretanto, o corante tem potencial para ser utilizado em seda, que é uma fibra natural, na viscose, uma fibra artificial, e na poliamida (nylon), que é fibra sintética", ressalta Ticiane.



Uso do efluente


De acordo com a engenheira florestal, o uso do efluente como corante natural, além de valorizar a floresta, proporciona à indústria de óleo uma vantagem ambiental, pois o resíduo que não era aproveitado torna-se um coproduto.

"Para a indústria têxtil, é um fator de diferenciação do produto final, além de facilitar o tratamento dos efluentes do processo de tingimento, pois o corante natural é provavelmente biodegradável".

Além dos resultados técnicos e científicos obtidos na pesquisa, foi registrada uma patente do processo. Uma parceria entre os Laboratórios Integrados de Química, Celulose e Energia (LQCE) da Esalq junto a uma empresa têxtil pretende desenvolver produtos tingidos com o corante natural estudado.